A Empresa Municipal de Águas e Saneamento (EMAS) de Beja apresentou, esta quarta-feira, o novo projeto “Centro de Ciência da Água”.
No ato de apresentação do projeto marcaram presença a Secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa, o Presidente do Município de Beja, Paulo Arsénio, o Administrador da EMAS de Beja, Rui Marreiros e ainda André Matoso, da Agência Portuguesa do Ambiente.
Segundo explicou Rui Marreiros, trata-se de um projeto que tem duas componentes distintas, nomeadamente a “sensibilização e educação ambiental” e outra “dirigida para a água não faturada, deteção de fugas e gestão das redes de abastecimento”.
Trata-se de um investimento de 100 mil euros e que é “uma ideia inovadora”, pois juntou “no mesmo conceito as duas valências, que valem por si e que têm depois um efeito demonstrador daquilo que podemos fazer junto da comunidade e juntar aquilo que realmente fazemos no nosso dia a dia”, referiu o Administrador da EMAS de Beja.
O responsável disse ainda que “com esta nova valência vamos conseguir fazer ainda mais”, aproveitando para destacar o “trabalho dos técnicos da EMAS, ao nível da gestão de redes”, por “termos conseguido atingir o objetivo de baixar em 20% a água não faturada.”
Já André Matoso, da Agência Portuguesa do Ambiente, explicou que este projeto teve o apoio do Fundo Ambiental, este que é “uma estrutura que tem como suporte da sua fonte financiamento, a taxa de recursos hídricos”, acrescentando que o projeto agora apresentado é também “o retorno da taxa de recursos hídricos”.
André Matoso conclui afirmando que a “EMAS de Beja tem um desempenho a nível nacional de controlo de perdas muito importante, altamente louvável e por isso agora temos possibilidade de concretizar este projeto”.
Por sua vez Paulo Arsénio, Presidente da Câmara Municipal de Beja, começou por dizer que “este equipamento é uma mais-valia para a EMAS”.
Mas o Autarca aproveitou o momento para alertar para “os desafios que nos próximos anos a água e a sua distribuição nos vai colocar”, referindo que “a distribuição da água em baixa vai ser um desafio nos próximos anos, em Beja e não só, mas esse é um desafio que precisa de recursos financeiros”.
Já a Secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa, destacou neste projeto “a educação ambiental, porque é muito importante trazer às regiões a importância associada ao bom uso eficiente da água e demonstrar todo o trabalho que está por detrás de garantir que há água na torneira e que há uma rede de saneamento a funcionar”.
A Governante disse que todo o projeto apresentado é “garantia de resiliência do sistema, todos estes equipamentos são fundamentais combater alguns dos desafios mais importantes dos sistemas de abastecimento e saneamento, tem a ver com as fugas e que permitem que a água seja distribuída de maneira eficiente e segura”.
Já sobre o valor da Água, Inês dos Santos Costa, disse que atualmente “nos focamos muito no preço, mas esquecemos um pouco do valor associado ao recurso e é preciso haver consciência para o valor da água”, dando o exemplo de que “1 cêntimo paga 9 litros de água, mas se formos analisar esse cêntimo paga muito mais que 9 litros de água, paga tudo o que está associado à captação e distribuição da água.”
Fique de seguida com algumas imagens desta apresentação, numa reportagem de Hugo Calado:
















