Em Vendas Novas, Ministra afirmou que a Rede de espaços de teletrabalho quer “robustecer” tendência

A ministra da Coesão Territorial afirmou hoje que a nova rede de espaços de teletrabalho quer “robustecer” uma tendência da pandemia de covid-19 e dar resposta a quem quiser trabalhar a partir “do interior para o mundo”.

“A ideia é robustecer aquilo que a pandemia nos trouxe”, em que “muitas organizações descobriram que conseguem funcionar em teletrabalho”, permitindo “àqueles que queiram optar por territórios do interior”, sublinhou Ana Abrunhosa.

A titular da pasta da Coesão Territorial falava aos jornalistas no final da assinatura dos acordos para a instalação destes espaços em Alter do Chão, Alvito e Vendas Novas, no Alentejo, cuja cerimónia decorreu no auditório municipal de Vendas Novas.

No caso de Vendas Novas, no distrito de Évora, o espaço de ‘coworking’ que vai integrar a rede já está a funcionar nas instalações da incubadora de empresas StartUP Alentejo, no edifício do mercado municipal.

Segundo a governante, durante a pandemia de covid-19 “muitos estiveram” a trabalhar no interior do país e estes espaços de teletrabalho destinam-se aos que “quiserem continuar” e aos que “queiram” mudar-se para estes territórios.

Essas pessoas podem trabalhar “do interior para o mundo e em melhores condições”, uma vez que “muitas vezes, nas nossas casas, as condições são desvantajosas, porque estamos sozinhos e sentimo-nos desmotivados”, referiu.

Já estes espaços de teletrabalho, assinalou a responsável pela pasta da Coesão Territorial, estarão “abertos a trabalhadores de qualquer tipo de organização, incluindo da administração pública”.

“O objetivo também é que estes espaços sejam dentro do coração das cidades e das vilas para que estas pessoas possam ter acesso aos serviços e, por essa via, também estimular as economias locais”, salientou.

Ana Abrunhosa disse que estão previstos para esta primeira fase da iniciativa a criação de “53 espaços de teletrabalho”, estimando que 40 “estejam completamente operacionais até junho”.

Dos 53 espaços que integram esta primeira fase da rede nacional, denominada “Teletrabalho no Interior. Vida Local, Trabalho Global”, 16 situam-se na região Norte, 23 no Centro, três no Alentejo e 11 no Algarve.

Segundo o Programa de Estabilização Económica e Social, de junho do ano passado, a criação de espaços de ‘coworking’/teletrabalho no interior do país tem um orçamento de cerca de 20 milhões de euros.

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