Em Veiros “conseguem ter uma adesão ao regadio e cultivar cerca de 60 a 70% da área, o que é notável e conseguem gerir a água para isso”, diz Presidente da FENAREG (c/som)

Como noticiamos, a Associação de Beneficiários do Perímetro de Rega de Veiros comemorou esta sexta-feira, 27 de Setembro, o seu 10º aniversário.

Para além do Ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, marcou presença nesta cerimónia José Núncio, Presidente da FENAREG – Federação Nacional de Regantes de Portugal, que falou ao ODigital.pt sobre os grandes desafios que as associações de regantes atravessam que “é a incerteza que temos, de se temos água suficiente para garantir uma campanha de rega ou não”, falando depois da Associação de Veiros dizendo que “estamos aqui num caso em que apesar da barragem nunca ter enchido, nestes 10 anos, eles conseguem ter uma adesão ao regadio e cultivar cerca de 60 a 70% da área, que é notável e conseguem gerir a água para isso.”

Sobre a eficiência registada por esta Associação no que diz respeito ao combate ao desperdício de água, José Núncio salienta que “temos de reconhecer que é um perímetro novo, está a fazer dez anos e tem uma tecnologia completamente diferente dos perímetros antigos e por isso é que conseguem resolver o problema de uma maneira mais eficiente que os outros perímetros, é uma evolução normal.”

Nesta cerimónia falou-se ainda sobre a dificuldade que os agricultores têm em construir mini-hídricas nas suas propriedades. Sobre este assunto o Presidente da FENAREG refere que “nós partilhamos totalmente essa opinião, porque é um estrangulamento que existe, é uma dificuldade que existe hoje em dia para se fazer tudo o que seja uma barragem ou um aproveitamento das águas superficiais”, relembrando que “não é preciso recuarmos muito para vermos um Ministro do Ambiente que dizia “barragens nem mais uma” e hoje em dia já tem um discurso diferente, não sei porque serão estes ares de diferença, mas que mudou o discurso mudou.”

José Núncio concluiu dizendo que “num país como o nosso, que é um país mediterrânico em que chove no inverno e não chove no verão, em que as culturas de regadio tem um potencial em que 1 hectare de regadio produz 6 vezes 1 hectare de sequeiro, não podemos estar a desperdiçar estes dons que temos, esta água que felizmente ainda chove no inverno e há que aproveita-la e portanto havia que desburocratizar de maneira que facilitar, mas obviamente com regras.”