Em Alter do Chão, homenageou-se Amália Rodrigues (c/fotos)

Alter do Chão homenageou Amália Rodrigues

Desde o final de novembro que o renovado Cineteatro de Alter do Chão acolhe uma exposição evocativa da vida e obra da fadista Amália Rodrigues.

Uma exposição que culminou com um espetáculo de fados pela voz de Pedro Miguel Nunes, acompanhado por Artur Caldeira (guitarra portuguesa e clássica) e por Daniel Paredes (guitarra clássica).

A exposição concebida pela Fundação Amália Rodrigues, em parceria e co-organização da Câmara Municipal de Alter do Chão, estava organizada em diferentes suportes e pretendeu entrar no universo da artista, da Diva e da persona. Um percurso pioneiro pelos palcos do mundo, uma carreira artística que é uma odisseia de fascinante encantamento de públicos.

Já no espetáculo de fados, deste sábado, o alinhamento começou com “Tudo isto é fado”, seguindo-se “Que estranha forma de vida”, “Foi Deus”, “Prece”, “Cuidei que tinha morrido”, “Lágrima”, “O Fado de cada um”, “Não sei por que te foste embora”, “Ai Mouraria”, “Vagamundo”, “Com que voz”, “Gaivota”, “Grito”, culminando com “Fado Amália”. Uma tarde agradável onde se pôde recordar Amália Rodrigues.

ODigital.pt falou com a Vereadora da Câmara Municipal de Alter do Chão, Tânia Falcão, que destacou o fato da reabertura do Cineteatro após umas grandes obras apesar de “não estar no expoente máximo daquilo que nós queríamos, pois existem aqui ainda algumas lacunas que vamos ter que preencher com muita brevidade”, mas “não poderíamos deixar passar em branco este centenário da Amália Rodrigues e nós já tínhamos feito uma parceria com a Fundação e, portanto, também tínhamos que alocar a exposição e também o concerto dos Vox Angelis a um espaço que desse alguma dignidade, tanto à exposição como ao concerto e o cineteatro foi o local escolhido apesar de não estar totalmente concluído, mas podemos dizer que é uma pré-abertura”.

Já sobre as obras realizadas neste equipamento, Tânia Falcão refere que “foram umas obras bastante avultadas e que para além de uma requalificação do espaço passou também por uma melhoria na eficiência energética, que é um aspeto também bastante importante”, acrescentado que nesta requalificação “houve uma melhoria da parte da iluminação, como também a questão do aquecimento e ao mesmo tempo reforçamos a parte técnica da sala de espetáculos, bem como o seu mobiliário para dar também outra dignidade a este espaço”.

Questionada se 2021 será o ano de relançamento deste espaço, caso a pandemia o permita, a Vereadora do Município de Alter do Chão referiu que, espera que “2021 seja de fato o ano de relançarmos este renovado espaço, principalmente também impulsionar e ajudar o sector cultural que bem precisa nesta altura, à semelhança do que tentámos fazer no verão quando fizemos aquela atividade do AlterComvida, em que tentamos auxiliar alguns artistas, mas também porque achamos que independentemente da pandemia, é possível fazer algumas atividades porque a cultura é segura, a cultura faz falta realmente às pessoas das comunidades e nós sem dúvida vamos ter um 2021 muito positivo em termos culturais para o nosso concelho.”

Fique de seguida com algumas imagens do espetáculo de fados e da exposição, numa reportagem de Hugo Calado: