A Electrão – Associação de Gestão de Resíduos encaminhou para reciclagem mais de 36 mil toneladas de equipamentos elétricos em 2024, um aumento de 31% face ao ano anterior. Apesar do crescimento, Portugal ainda não atinge as metas europeias e enfrenta desafios como a acumulação de resíduos e o mercado paralelo.
A recolha de equipamentos elétricos de grandes dimensões registou um crescimento de 43%, totalizando 22.233 toneladas. Entre os resíduos mais entregues encontram-se máquinas de lavar roupa, frigoríficos, aspiradores, torradeiras, ferros de engomar, equipamentos informáticos e de telecomunicações, ecrãs e lâmpadas.
A expansão da rede de recolha foi um dos fatores que contribuíram para estes resultados. A Electrão conta agora com 13.500 pontos de recolha em todo o país, mais 2.103 do que em 2023. Além disso, projetos como o serviço Porta-a-Porta e campanhas como o “Quartel Electrão” e a “Escola Electrão” ajudaram a aumentar a quantidade de resíduos reciclados.
O Diretor-Geral de Elétricos e Pilhas do Electrão, Ricardo Furtado, destacou o crescimento registado nos últimos anos, mas alertou que o país ainda está distante dos objetivos desejados. «Queremos melhorar ainda mais, porque continuamos longe de atingir os objetivos desejados na reciclagem de equipamentos elétricos em Portugal e, para isso, queremos contar com o contributo de cada vez mais portugueses nesta missão», afirmou.
Em 2025, com a entrada em vigor de uma nova licença que regula a atuação das entidades gestoras e estabelece metas mais exigentes, a Electrão prevê novos desafios para o setor. A associação, que assinala 20 anos de atividade, reforça o compromisso com a sustentabilidade e a economia circular, incentivando também a reutilização de equipamentos elétricos. Em 2024, foram reutilizadas 1.327 toneladas de aparelhos, um aumento de 14% face ao ano anterior.


















