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EDIA identifica em Beja o mais importante abrigo nacional do Morcego-Rato-Grande

Colónia instalada numa antiga mina de água na área de influência de Alqueva terá mais de 10 mil indivíduos e integra uma rede de abrigos monitorizada pela EDIA e pelo ICNF.

A EDIA identificou, na área de influência do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, aquele que é atualmente considerado o mais importante abrigo conhecido em Portugal para o Morcego-Rato-Grande (Myotis myotis), espécie classificada como vulnerável no país.

O abrigo, localizado numa antiga mina de água designada por Abrigo Beja I, alberga uma colónia estimada em mais de 10 mil indivíduos. As contagens mais recentes foram realizadas em junho e confirmaram a dimensão da colónia.

Abrigo acolhe quatro espécies vulneráveis

Além do Morcego-Rato-Grande, o local acolhe outras três espécies de morcegos: Morcego-de-Peluche (Miniopterus schreibersii), Morcego-de-Ferradura-Mourisco (Rhinolophus mehelyi) e Morcego-de-Ferradura-Grande (Rhinolophus ferrumequinum).

Todas estas espécies apresentam estatuto de conservação vulnerável, o que reforça a relevância ecológica deste abrigo na região de Beja e no território de Alqueva.

Descoberta ocorreu durante ação de fiscalização

A existência do abrigo foi identificada pela EDIA em abril de 2023, durante uma ação de fiscalização destinada a verificar o cumprimento das medidas previstas nas Declarações de Impacte Ambiental.

Nessa altura, foi observada, através do poço respirador da mina, uma concentração significativa de morcegos, o que levou ao desenvolvimento de ações específicas de monitorização e conservação.

Colónia consome mais de 100 quilos de insetos por noite

Segundo a EDIA, estima-se que a colónia do Abrigo Beja I consuma mais de 100 quilos de insetos por noite, desempenhando um papel relevante no equilíbrio ecológico e no controlo natural de pragas e doenças no território agrícola de Alqueva.

Este abrigo integra uma rede de 21 abrigos de morcegos monitorizados pela EDIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Em conjunto, estas colónias consomem mais de 600 quilos de insetos por noite.

Para a EDIA, esta identificação reforça o conhecimento científico sobre a fauna presente na área de influência do EFMA e evidencia a importância da monitorização ambiental na compatibilização entre a atividade agrícola e a conservação da biodiversidade.

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