O Presidente da EDIA, José Pedro Salema, defendeu a necessidade de criar e reforçar pontos de acesso e de apoio no lago de Alqueva, alertando que a atual rede é insuficiente para garantir a fruição pública e o funcionamento regular de atividades no espelho de água.
José Pedro Salema sublinhou que os acessos são “importantíssimos”, argumentando que, se o objetivo é que o lago seja aproveitado por residentes e visitantes, é necessário garantir condições de entrada e de apoio ao longo da albufeira. «Se nós queremos que este lago tenha fruição, que as pessoas venham e que o aproveitem, precisamos de portas de entrada. O lago não pode ser estanque», afirmou.
EDIA defende “portas de entrada” e mais serviços dentro de água
O responsável defendeu que, para além de acessos em terra, são necessários pontos de serviço para quem está dentro de água, sobretudo para embarcações de recreio e operadores turísticos. «Precisa de portas de entrada, portas de saída, pontos de serviço para quem está dentro de água, para quem está de barco», explicou, considerando que “falta muito” e que “faltam muitos pontos de serviço”.
José Pedro Salema apontou que, atualmente, existe apenas um grande ponto de apoio estruturado em todo o lago. «De facto, só há um grande ponto de serviço, que é a Marina Amieira», disse.
100 quilómetros sem apoio entre Amieira e Juromenha
Segundo José Pedro Salema, a dimensão do lago torna evidente a necessidade de uma rede mais abrangente de infraestruturas de apoio. «Da Amieira até Juromenha são 100 quilómetros de barco. Portanto, 100 quilómetros de tamanho do lago de Alqueva», afirmou, salientando que se trata de uma extensão que condiciona a utilização da albufeira por embarcações de recreio.
O responsável alertou ainda que percorrer este trajeto sem serviços intermédios compromete a atratividade e a segurança da navegação. «É muito, muito grande e precisa de pontos de serviço, porque senão ninguém vai», frisou.
Gasolina, paragens e apoio a quem navega no lago
José Pedro Salema detalhou que os novos pontos de apoio devem responder a necessidades básicas de quem circula dentro de água, desde abastecimento a paragens de descanso e alimentação. «Faz 100 quilómetros sem ter um ponto onde possa pôr gasolina, onde possa almoçar, onde possa parar», afirmou.
A posição da EDIA surge num contexto em que a empresa tem vindo a defender a necessidade de adaptar a gestão e o ordenamento do Alqueva à realidade atual, sublinhando a importância de garantir condições para a utilização regrada e segura do lago.



















