A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) lançou um concurso público para o projeto de “modernização” da Barragem do Alvito, num processo com um montante base de 850 mil euros.
Segundo José Pedro Salema, presidente da EDIA, em declarações ao jornal ODigital.pt, a infraestrutura apresenta “problemas estruturais”, como “se fosse uma senhora com uma idade avançada que já não vai ao médico ao muito tempo”.
Barragem construída nos anos 70 sem manutenção adequada
Construída na década de 70 e “explorada” até 2021 pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Desde então passou para a esfera da empresa e, “quando isto aconteceu, começámos a fazer um levantamento da situação daquela infraestrutura e o que verificámos foi que a manutenção não tinha sido feita”.
Desta forma, o presidente vincou que “é preciso fazer o projeto de recuperação” da infraestrutura e o concurso é “para que os projetistas identifiquem com rigor o que se tem de fazer”.
Para além disso, “é preciso também colocar aquela infraestrutura de acordo com o regulamento atual de segurança de barragens, que é recente e a barragem não cumpre”.
Mesmo que ainda não seja claro do que se tratará a intervenção, José Pedro Salema explicou que há probabilidade de se “criar um posto de observação e comando”, que é “uma das peças fundamentais que uma barragem desta categoria deve ter”. Um “pequeno edifício, onde estará, por exemplo, um gerador de emergência”.
Há também a questão do “paramento, que é a parede de fora da barragem”, onde existe “uma vegetação completamente descontrolada”, uma vez que “existem pequenas árvores no meio da barragem e isto é uma situação que nunca pode acontecer, porque uma raiz de uma árvore pode furar uma barragem”.
Existe também a questão da “iluminação”, que é “importante”, até porque “tem de haver a possibilidade de ligar luzes e conseguirmos ver a barragem mesmo à noite”.
EDIA diz estar a aprofundar intervenção após avaliação técnica
Assim, este projeto pretende modernizar a barragem e “garantir que está de acordo com as exigências atuais”: “Temos de ter um sistema fiável para garantir que dali não virão problemas”.
José Pedro Salema destacou que “estamos a tomar conta da infraestrutura”, mas referiu que “a EDIA não começou agora a trabalhar na barragem”.
“Queremos fazer agora os trabalhos mais profundos, mas começamos sempre com este processo”, rematou o presidente.



















