Como já noticiámos, foi esta sexta-feira, 15 de Fevereiro, lançada a primeira pedra do Hotel Vila Galé Alter Real, que resulta da concessão da Coudelaria de Alter ao Grupo Vila Galé, ao abrigo do Programa Revive.
Presente nesta cerimónia esteve o Ministro-Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, que aos jornalistas afirmou que “a Coudelaria de Alter é um património único. É a mais antiga coudelaria do mundo a funcionar no mesmo local. É preciso mostrar isto ao mundo e ao mesmo tempo transformar a coudelaria de um estabelecimento hoteleiro num polo do desenvolvimento regional que vai criar emprego, atrair gente e também por isso criar actividade económica à volta destas matérias.”
Já sobre o Programa Revive e o resultado obtido até agora, o Governante refere que “quando se fixou a estratégia de desenvolvimento turístico para a década apostou-se claramente na diversificação geográfica e sabemos que para isso era necessário estruturar a oferta. O que é que isto quer dizer? Criar novos produtos turísticos, valorizar o nosso património natural e cultural, valorizar os estabelecimentos hoteleiros e oferta turística no interior do país, porque senão as pessoas continuam a ir para os mesmos sítios e a fazer as mesmas coisas. Os objectivos que nos tínhamos proposto eram muito ambiciosos, era atingir cerca de 25 milhões de turistas em 2027, é verdade que estamos a ter mais sucesso dos que projecções iniciais mas não nos surpreende porque sabemos que Portugal é um país notável com uma grande diversidade de paisagens num território relativamente pequeno, com grande diversidade cultural e como o mundo está agora a descobrir está cheio de pérolas que ninguém conhecia. E eu acho que isso é o que nos torna ainda mais confiantes nestes projectos.”
Sobre os edifícios concessionados Pedro Siza Vieira diz que “estamos a falar de edifícios que foram afectos ao longo décadas a acções como defesa, hospitais, conventos, etc, e que com o passar do tempo e a vida moderna deixaram de ter as funções a que estavam inicialmente afectos. Portanto nós temos de encontrar uma forma de deixar para as próximas gerações este património mas adaptado às funções que hoje em dia fazem falta. Uma destas são as funções turísticas mas há muitas outras de valorizarmos o património e é nesse contexto que também temos estado a trabalhar. O contributo do sector turístico através do Ministério da Economia é apenas uma parte desta equação.”
Questionado se este programa era uma forma de desonorar o estado de continuar a investir nestes imóveis, o Ministro da economia diz que “é uma forma de o estado permitir que este património público, de todos os portugueses, tenha um valor para o futuro e tenha um valor económico (cria emprego, cria riqueza e que crie melhores condições de usufruto do nosso país). E portanto, não é deixar de investir, é colocar este património ao serviço do futuro.”
















