As dormidas no Alentejo aumentaram 5,4% no segundo trimestre de 2026, face ao mesmo período do ano anterior, o maior crescimento entre as regiões NUTS II do país. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O aumento registado no Alentejo ficou acima da média nacional, que se situou em 1,2%. O Norte apresentou a segunda maior subida regional, com uma variação homóloga de 5%.
Dormidas no Alentejo impulsionadas pelo mercado nacional
As dormidas de residentes em Portugal cresceram 7,6% no Alentejo. Este foi o terceiro maior aumento regional, depois da Península de Setúbal, com 7,8%, e do Norte, com 7,7%.
Os residentes representaram 65,4% das dormidas contabilizadas nos estabelecimentos de alojamento turístico da região. Os não residentes foram responsáveis pelos restantes 34,6%.
O Alentejo apresentou, assim, a segunda menor dependência dos mercados externos entre as regiões NUTS II. Apenas o Centro registou uma proporção inferior, com 32,6% das dormidas asseguradas por não residentes.
O peso dos mercados externos no Alentejo diminuiu 1,3 pontos percentuais relativamente ao segundo trimestre de 2025, quando representava 35,9% das dormidas na região.
Espanha manteve-se como principal mercado externo
Espanha foi o principal mercado externo do Alentejo entre abril e junho, representando 15,1% das dormidas de não residentes na região.
Este foi o terceiro menor peso de um mercado externo principal entre as regiões analisadas. A Península de Setúbal registou 13,3% e o Norte 14,3%.
A proporção espanhola foi calculada apenas sobre as dormidas de não residentes e não sobre a totalidade das dormidas registadas no Alentejo.
Rendimento por quarto disponível cresce 6,9%
O rendimento médio por quarto disponível, indicador conhecido como RevPAR, aumentou 6,9% no Alentejo. Este foi o maior crescimento homólogo registado entre todas as regiões NUTS II.
A nível nacional, o RevPAR atingiu 81,6 euros, correspondendo a um aumento de 0,8%. O rendimento médio por quarto ocupado, designado por ADR, situou-se em 130,2 euros e cresceu 2,4%.
Portugal ultrapassou 23 milhões de dormidas
Os estabelecimentos de alojamento turístico receberam 9,4 milhões de hóspedes em Portugal durante o segundo trimestre, mais 2,3% do que no período homólogo. As dormidas totalizaram 23,3 milhões, numa subida de 1,2%.
As dormidas de residentes aumentaram 3,2%, para 6,5 milhões, enquanto as de não residentes cresceram 0,5%, para 16,7 milhões.
Os proveitos totais do setor atingiram 2,1 mil milhões de euros, mais 5,2%, e os proveitos de aposento ascenderam a 1,6 mil milhões de euros, aumentando 4,5%.
Os dados abrangem a hotelaria, o alojamento local com dez ou mais camas e o turismo no espaço rural e de habitação. O INE refere que os resultados poderão ter sido influenciados pela posição da Páscoa no calendário.
A informação relativa a janeiro, fevereiro, março, abril e maio é provisória, enquanto os dados de junho têm natureza preliminar.

















