Com os hospitais a enfrentarem uma escassez crescente de reservas de sangue, iniciativas de doação tornam-se essenciais para garantir o atendimento a doentes que necessitam de transfusões.
Consciente da urgência desta causa, a comunidade escolar de Évora organizou, no dia 24 de fevereiro de 2025, uma campanha de doação de sangue promovida pelos alunos da Escola Secundária Severim de Faria e da Escola Básica de São Mamede. A ação, realizada em parceria com o serviço de imunohemoterapia do Hospital de Évora, contou ainda com o apoio da Associação Aldeia das Ciências e do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).
Com o objetivo de sensibilizar a população para a importância da doação de sangue, a campanha procurou também educar os mais jovens para a relevância deste ato solidário, incentivando a criação de um hábito regular de doação. “Mais do que uma ação pontual, pretendemos que esta campanha incentive um compromisso anual, motivando a comunidade a contribuir para esta causa vital”, Diana Valadas.
O evento insere-se num contexto em que os serviços de saúde têm alertado para a diminuição preocupante do número de dadores. “Esta redução, que se tem agravado nos últimos meses, coloca em risco milhares de doentes que dependem deste recurso vital para tratamentos, cirurgias, partos e situações de emergência”, alerta a organização da campanha.
Diana Valadas, estudante do Curso Técnico de Apoio Psicossocial da Escola Secundária Severim de Faria e responsável pelo Núcleo de Voluntariado Jovem, sublinhou a importância da campanha no contexto escolar. “Decidimos trazer esta iniciativa para a escola porque queremos educar as crianças desde cedo para a consciencialização sobre a doação de sangue. O objetivo é que, quando tiverem idade para doar, já saibam o impacto que esse gesto pode ter”, explicou.
A estudante destacou ainda que a campanha teve boa adesão, embora algumas pessoas não pudessem doar por razões de saúde. “Temos tido a participação de pais, alguns professores e membros da comunidade que tomaram conhecimento da iniciativa através das redes sociais”, acrescentou.
Entre os dadores esteve Inês Ferreira, de 25 anos, que doou sangue pela primeira vez. “Já conhecia o processo, mas estava um pouco receosa. No final, correu tudo bem, senti-me segura e percebi o quão importante é este gesto”, partilhou. O processo, segundo Inês, envolveu o preenchimento de um formulário, medição da glicemia e tensão arterial, seguido da recolha do sangue. “Senti-me ligeiramente zonza, mas rapidamente recuperei. Valeu a pena contribuir”, afirmou.
A campanha pretende continuar no futuro, com o intuito de formar dadores regulares e aumentar a participação da comunidade. “Queremos que este projeto aconteça mais vezes, de forma a tornar os dadores assíduos, porque temos muita falta de sangue”, salientou Diana Valadas.
Os organizadores destacaram que doar sangue é um processo simples, seguro e essencial para salvar vidas, podendo uma única doação ajudar até três pessoas. “Com esta campanha, pretendemos reforçar as reservas hospitalares da região e mobilizar a comunidade para a importância deste gesto solidário”, concluiu a nota de imprensa.
Os alunos e entidades envolvidas reforçam o apelo à participação em futuras edições, sublinhando a importância do gesto para o reforço das reservas hospitalares da região. “A continuidade da iniciativa dependerá também do apoio e da divulgação por parte dos meios de comunicação social”, acrescentaram os organizadores.
Fique com algumas imagens desta iniciativa:





























