Diretora de Cultura do Alentejo lamenta falta de competências para agir frente a crimes contra o património

A Diretora Regional de Cultura do Alentejo lamentou, este domingo, o fato da entidade que dirige não ter competências em contraordenações nos casos de destruição do património.

Ana Paula Amendoeira falava durante a apresentação da Carta Arqueológica de Reguengos de Monsaraz, tendo ainda dito que “as pressões” são “muito mais fortes” do que a defesa do património.

“Considero que neste momento estamos a atravessar um período muito difícil, complicado e complexo no que diz respeito à arqueologia”, afirmou a Diretora de Cultura do Alentejo.

Ana Amendoeira refere ainda que “a nossa Lei de Bases do Património nunca foi regulamentada em muitas das áreas, que neste domínio da arqueologia devia ter sido e se já estivesse prevenia alguns dos problemas que estamos a viver e isso é da responsabilidade da Administração e das decisões políticas sucessivas, até porque noutras áreas tem havido uma maior regulamentação do que na área da arqueologia.”

A Diretora de Cultura do Alentejo considera que “a arqueologia hoje em dia é uma espécie de parente mais pobre, sendo que o património todo ele já é um parente pobre daquilo que são as opções e as decisões dos sucessivos Governos”, acrescentando que “dentro do universo da cultura, a arqueologia nestes últimos tempos tem sido um parente ainda mais pobre, porque as pressões são em certa medida muito mais fortes, sobretudo com os modelos de desenvolvimento agrícola que nós temos neste momento e isso dificulta uma maior regulamentação e uma maior proatividade”.

Ana Paula Amendoeira lamentou que “nós somos uma entidade, na administração pública com competências nos territórios, que não temos competências em contraordenações, o que desde logo dificulta muitíssimo a nossa ação mais musculosa e dissuasora.”

Já sobre a existência de cartas arqueológicas, Ana Amendoeira salientou que “sabemos que muitos concelhos não têm carta arqueológica, outros têm mas não são transpostas para os instrumentos de gestão territorial o que também dificulta a defesa do património”.

Veja também:

Terras sem Sombra regressa a Sousel com concerto e visitas gratuitas

O Festival Terras sem Sombra regressa ao concelho de Sousel nos dias 24 e...

Feira da Caça de Mértola junta gastronomia, falcoaria e concertos

A XVII Feira da Caça de Mértola realiza-se de 23 a 25 de outubro...

Câmara de Borba reforça apoio aos clubes para 50 mil euros na época 2026/2027

A Câmara Municipal de Borba aumentou para 50 mil euros o apoio financeiro direto...

Governo quer criar unidades nas CCDR para acelerar resposta a calamidades

O Governo quer criar unidades dedicadas às calamidades nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento...

Município de Santiago do Cacém lança concurso para reconstruir passadiço da Fonte do Cortiço

A Câmara de Santiago do Cacém lançou um concurso público para reconstruir o passadiço...

Bombeiros do Alentejo: Financiamento prevê equipamentos e reforço da resposta a incêndios (c/fotos)

O Alentejo 2030 prevê mobilizar cerca de 22 milhões de euros de investimento para...

Despiste de ligeiro provoca três feridos no nó de São Manços (Évora)

Um despiste de um veículo ligeiro de passageiros teve lugar na tarde desta sexta-feira,...

Quercus pede travão a novos centros de dados: Portugal pode somar mais 44

A Quercus pede ao Governo um travão à instalação de novos centros de dados...

Câmara de Borba distinguida pela “qualidade exemplar” da água

A Câmara de Borba, no distrito de Évora, foi distinguida pela Entidade Reguladora dos...