O diretor-geral do Armamento e Património da Defesa Nacional, António Baptista, considera que o Industrial Portugal Gateway (IPG) poderá criar emprego qualificado em Portalegre, caso se concretizem projetos industriais ligados à defesa. Em declarações prestadas esta sexta-feira, 25 de setembro, durante a apresentação da iniciativa, saudou o interesse de empresas do setor pelo distrito e pelo concelho.
António Baptista afirmou que a sua mensagem aos promotores seria de “grande apoio” e de felicitação por estarem a considerar Portalegre para desenvolver atividade. Na sua perspetiva, a instalação de empresas da indústria da defesa poderá ter efeitos no emprego e na economia da região.
Diretor-geral destaca emprego e salários na indústria da defesa
“Este projeto poderá trazer mais desenvolvimento”, afirmou António Baptista, acrescentando que “poderá trazer emprego, poderá trazer emprego de qualidade”. O responsável associou essa possibilidade à qualificação exigida pela indústria da defesa.
Segundo o diretor-geral, “na área da defesa os salários são pagos acima da média e os trabalhadores são qualificados acima da média”. Não apresentou, contudo, valores salariais ou previsões sobre o número de postos de trabalho que poderão resultar dos projetos ligados ao IPG em Portalegre.
António Baptista referiu também que tem observado um maior interesse de empresas em obter as credenciações necessárias para desenvolver atividade no setor da defesa em Portugal. Na sua leitura, esse interesse acompanha a crescente atenção dada ao investimento nesta área.
Concretização dos projetos determinará impacto em Portalegre
O responsável condicionou o eventual efeito do IPG à concretização dos investimentos. Nas declarações, não identificou empresas com unidades de produção aprovadas para Portalegre, nem anunciou financiamento ou um acordo da Direção-Geral do Armamento e Património da Defesa Nacional com a plataforma.
O Industrial Portugal Gateway foi apresentado em Portalegre pela Luso Defense Group, com a NERPOR como parceira territorial. A iniciativa pretende apoiar empresas das áreas da defesa, segurança e tecnologias de dupla utilização que queiram instalar ou desenvolver atividade industrial em Portugal.
















