A Polícia Judiciária (PJ) inaugurou esta quarta-feira, 9 de abril, as obras de ampliação da Unidade Local de Investigação Criminal (ULIC) de Évora.
A cerimónia contou com a presença da Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e foi marcada pelas intervenções do Diretor Nacional da PJ, Luís Neves, que sublinhou a importância do reforço de meios humanos e técnicos no combate à criminalidade no interior do país.
Com esta intervenção, as instalações da ULIC de Évora passaram a dispor do dobro da área, incluindo um novo Gabinete de Polícia Científica para recolha de vestígios e ADN, e uma sala de inquirição destinada a crianças e vítimas especialmente vulneráveis. A unidade, inaugurada em 2017 com nove elementos, tem agora mais do que triplicado os seus quadros.
«O trabalho da Polícia Judiciária é feito por pessoas, para pessoas», afirmou Luís Neves, sublinhando que as populações do interior, como as do Alentejo, «merecem ter uma polícia próxima, uma resposta eficaz, pronta e de confiança». O responsável acrescentou que a melhoria das condições de trabalho é essencial para garantir um serviço público de qualidade: «Só pode ser feliz e fazer as outras pessoas felizes, sobretudo as vítimas, se as pessoas tiverem condições para trabalhar».
Durante a cerimónia, o Diretor Nacional revelou que existe o compromisso de, «a médio prazo», transformar a unidade de Évora num Departamento de Investigação Criminal. «Temos capacidade de colocar aqui mais gente e estar próximos das vítimas», declarou.
Luís Neves destacou ainda o esforço da instituição em garantir condições dignas em todo o território nacional, recordando a recente aquisição de novas instalações em Setúbal e Ponta Delgada. «O país não é Lisboa e não é o litoral», afirmou, defendendo que «o cidadão que vive numa aldeia há 30 ou 40 quilómetros merece a mesma resposta do Estado».
A proximidade às vítimas foi outro dos temas centrais do discurso do responsável da PJ. «As vítimas são credoras da nossa especial atenção, do nosso sacrifício, do nosso trabalho», afirmou, dirigindo-se aos elementos da força policial. «Nunca esqueçam que, para as vítimas, o caso é aquilo que importa, mesmo que para nós seja rotineiro.»
O Diretor Nacional sublinhou ainda o papel da PJ como estrutura complementar às restantes forças de segurança, especialmente em contextos rurais e de maior vulnerabilidade social. «Somos o ombro amigo, o psicólogo, o psiquiatra. Estamos do lado das pessoas e do lado das vítimas», afirmou, destacando a colaboração com a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública como «fantástica».
O Diretor Nacional concluiu com um apelo ao compromisso dos profissionais da PJ com o serviço público: «A resposta em Évora, em Portalegre, no Alto Alentejo, não tem que vir de Lisboa. A Justiça e a Polícia Judiciária estarão cada vez mais próximas de vós».



















