Directora-Geral da Saúde garante que surto de Reg. de Monsaraz “está circunscrito, está a ser vigiado e está a ser acompanhado”

Graça Freitas

As Autoridades de Saúde foram questionadas pelos jornalistas, esta quarta-feira, na habitual conferência de imprensa sobre a situação actual do surto em Reguengos de Monsaraz.

A resposta foi dada pela Directora-Geral da Saúde, Graça Freitas, que começou por referir que “de facto têm-se verificado óbitos relacionados com esse surto, nas últimas 24 ocorreu mais um”.

Quando questionada se seria necessária uma cerca sanitária em Reguengos de Monsaraz, Graça Freitas explicou que “neste momento a questão das cercas sanitárias tem um contexto diferente daquele que se começou a falar no início”, referindo que “inicialmente as cercas foram encaradas como se encaravam noutros séculos, isolando grandes áreas, como países, regiões inteiras e cidades inteiras, e cortando a comunicação dessas áreas com outras, mas á medida que a pandemia foi evoluindo, pelo menos no nosso pais, o que se tem feito é actuações mais cirúrgicas, muito mais viradas para o nivel micro”.

A Directora-Geral da Saúde afirma que neste momento “o que se faz são medidas de contenção à volta de focos, mas que não carecem de uma interrupção de comunicação de uma área territorial grande com outra área, para que isso aconteça tem que estar reunidas determinadas circunstancias, que não é o caso do que se passa neste momento em nenhuma das regiões de Portugal”.

Concretamente sobre Reguengos de Monsaraz, Graça Freitas refere que “o que está a acontecer em Reguengos todos sabemos, é um surto que teve origem num lar e deu origem a vários clusters ou aglomerados, quer dentro do lar, quer dentro da comunidade e portanto, está circunscrito, está a ser vigiado, está a ser acompanhado e não há nenhum motivo para que as medidas que estão a ser tomadas extravasem aquelas que é de conter a doença nos sítios onde ela está localizada.”