Dia Mundial do Livro: sugestões para celebrar a data em casa

Venda de Livros

A pandemia provocada pela Covid-19 levou grande parte da população portuguesa a ficar em isolamento social, em casa e com mais tempo para dedicar à família e às actividades de que mais gostam, como ler.

Para assinalar o Dia Mundial do Livro, que se celebra amanhã, 23 de Abril, João Garcia Miguel, autor e encenador, sugere seis livros para este período de quarentena:

  1. “Neuromancer”, de William Gibson – Obra de um dos escritores de Ficção Científica mais reputados do século XX, pertence ao subgénero literário cyberpunk. Lançado em 1984, aborda temáticas que só mais tarde vieram a ser conhecidas, como o ciberespaço, inteligência artificial ou biotecnologia.
  2. “Levantado do Chão”, de José Saramago –É considerado um dos melhores romances do autor, tendo sido premiado inúmeras vezes, com galardões como o Prémio Cidade de Lisboa, em 1980. Retrata Portugal – e mais especificamente o Alentejo –, desde o final do século IXX até ao 25 de abril, abordando a luta do povo português face às forças opressoras.
  3. “Confissões de uma Máscara”, de Yukio Mishima –Com uma dimensão autobiográfica, representada pela cultura japonesa do próprio autor, narra a história de vida de um homem que vive numa constante ponderação entre o desejo e o dever e o que esperam dele.
  4. “Os Flagelados do Vento Leste”, de Manuel Lopes –Da autoria de um escritor cabo-verdiano, o livro remete para a sua terra, a ilha de Santo Antão, descrevendo a luta do seu povo pela sobrevivência face à força da natureza, ultrapassando graves períodos de seca.
  5. “Viagens na Minha Terra”, de Almeida Garrett – Um dos clássicos do romantismo português, é uma obra que se debruça sobre a viagem do autor entre Lisboa e Santarém, descrevendo os diversos lugares onde passou e dando a conhecer múltiplas personagens e as suas vivências.
  6. “Meu Último Suspiro”, de Luis Buñuel –Livro autobiográfico do cineasta espanhol, que relata a sua vida e vivências com artistas como Salvador Dalí e Federico García Lorca. A obra aborda a passagem do movimento surrealista para o cinema, da qual o autor também fez parte.


O Dia Mundial do Livro foi comemorado pela primeira vez em 1995, depois de ter sido estabelecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Surgiu com o intuito de fomentar o interesse e democratizar o acesso à literatura, homenageando as obras de todos os que para ela contribuem.