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DGArtes lança concurso para criar Orquestra Regional do Alentejo e disponibiliza mais de 800 mil euros

Concurso para a Orquestra Regional do Alentejo arranca em 2026 com financiamento garantido e estreia prevista para 2027.

O concurso para a criação da Orquestra Regional do Alentejo será lançado ainda durante o mês de maio, com o objetivo de permitir que a nova estrutura entre em funcionamento em 2027, ano em que Évora será Capital Europeia da Cultura.

A informação foi avançada pelo Diretor-Geral das Artes, Américo Rodrigues, em declarações ao Jornal ODigital.pt, à margem da sessão de esclarecimento realizada esta terça-feira, em Évora.

«Este é o momento zero, que é o da apresentação das linhas gerais do concurso que vai levar à constituição da Orquestra do Alentejo», afirmou, sublinhando que o processo inclui já compromissos financeiros e um calendário definido.

Segundo o responsável, o aviso de abertura será disponibilizado em maio, seguindo-se o período de candidaturas entre junho e agosto, com a constituição da orquestra prevista até ao final do ano.

Financiamento e modelo de funcionamento

O projeto contará com um apoio anual de 810 mil euros por parte do Ministério da Cultura, valor alinhado com o financiamento atribuído a outras orquestras regionais no país.

«Vim comprometer-me com financiamento […] a orquestra vai trabalhar a partir de 2027, com o apoio do Ministério da Cultura de 810.000 euros», referiu Américo Rodrigues.

Este montante corresponde a cerca de 70% do financiamento total, sendo os restantes 30% assegurados por entidades locais, nomeadamente municípios e outros parceiros regionais.

Além disso, está prevista uma verba adicional para a instalação inicial da estrutura, através do Fundo de Fomento Cultural.

Localização da sede ainda por definir

A localização da sede da futura Orquestra Regional do Alentejo não está previamente determinada e dependerá das propostas apresentadas no concurso.

«Não sabemos à partida onde fica sediada a orquestra […] pode ser Évora, mas pode ser outra terra do Alentejo», explicou o Diretor-Geral das Artes.

Américo Rodrigues sublinhou que essa decisão será apresentada pelas entidades concorrentes no âmbito das candidaturas, cabendo ao júri avaliar os projetos de forma global.

Candidaturas exigem consórcios regionais

O concurso destina-se a entidades sem fins lucrativos com sede no Alentejo, sendo obrigatória a participação de, pelo menos, cinco municípios na estrutura promotora.

«Quem concorrer terá de ser sempre um consórcio […] é preciso pelo menos cinco municípios», explicou o responsável, admitindo a participação de universidades, empresas ou outras entidades culturais.

As candidaturas deverão apresentar um projeto artístico, plano de atividades, estratégia de comunicação e um modelo de gestão financeira sustentável, em linha com o estatuto das orquestras regionais definido por decreto-lei.

Combate às assimetrias e criação de emprego cultural

A criação da Orquestra Regional do Alentejo surge com o objetivo de reforçar o acesso à cultura e promover a coesão territorial, numa região que até agora não dispõe de uma estrutura deste tipo.

«Deve corrigir as assimetrias regionais […] apresentar-se por todo o Alentejo», afirmou Américo Rodrigues.

O responsável destacou ainda o impacto esperado na dinamização do setor cultural e na fixação de profissionais qualificados.

«Vai dar emprego também a jovens músicos da região», referiu.

Ligação à Capital Europeia da Cultura

A entrada em funcionamento da orquestra está alinhada com o calendário da Évora_27, estando prevista a sua estreia no âmbito da programação da Capital Europeia da Cultura.

«A estreia da orquestra vai ser no âmbito da Capital Europeia da Cultura», indicou Américo Rodrigues.

Apesar da articulação com Évora_27, o responsável esclareceu que a iniciativa é do Ministério da Cultura, ainda que em cooperação com entidades regionais.

Decisão final conhecida em setembro

O processo de avaliação ficará a cargo de um júri especializado, que apresentará uma proposta ao Diretor-Geral das Artes. Os resultados deverão ser conhecidos em setembro, com o início da atividade pública previsto para 2027.

Com este projeto, o Alentejo passa a integrar o conjunto de regiões do país com orquestras regionais, num modelo que pretende assegurar programação regular, circulação territorial e colaboração com estruturas culturais locais.

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