A taxa de desemprego no Alentejo situou-se em 4% no segundo trimestre de 2026, menos 1,5 pontos percentuais do que nos primeiros três meses do ano e menos 0,9 pontos percentuais face ao período homólogo de 2025.
Os dados foram divulgados esta terça-feira, 5 de agosto, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no relatório relativo às Estatísticas do Emprego.
O Alentejo apresentou uma taxa inferior à média nacional, que se fixou em 5,3%, e ficou entre as regiões portuguesas com menor nível de desemprego. Os valores regionais apresentados pelo INE estão, contudo, assinalados como dados com fiabilidade reduzida.
Desemprego no Alentejo recua face aos dois períodos de comparação
No primeiro trimestre de 2026, a taxa de desemprego na região tinha sido estimada em 5,5%. A redução para 4% representa uma descida trimestral de 1,5 pontos percentuais.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, quando o indicador se situava em 4,9%, a redução foi de 0,9 pontos percentuais.
Entre as nove regiões NUTS II analisadas, apenas a Região Autónoma da Madeira registou uma taxa inferior, de 3,5%. O Alentejo apresentou o mesmo valor do Centro, seguindo-se o Algarve, com 4,2%, e o Oeste e Vale do Tejo, com 4,6%.
Taxa nacional atingiu o valor mais baixo desde 2011
Em Portugal, a taxa de desemprego foi estimada em 5,3%, menos 0,8 pontos percentuais face ao trimestre anterior e menos 0,6 pontos percentuais em termos homólogos.
Segundo o INE, este é o valor mais baixo desde o início da série estatística, em 2011.
A população desempregada foi estimada em 300,8 mil pessoas, tendo diminuído 13,1% face ao primeiro trimestre e 8,7% em relação ao mesmo período de 2025.
A população empregada aumentou para cerca de 5,4 milhões de pessoas, o valor mais elevado desde o primeiro trimestre de 2011. O crescimento foi de 1,9% em termos trimestrais e de 2,9% em comparação com o segundo trimestre do ano anterior.
Península de Setúbal registou a taxa mais elevada
A Península de Setúbal apresentou a taxa de desemprego mais elevada do país, com 7,4%. Seguiram-se o Norte e a Grande Lisboa, ambos com 5,7%.
O desemprego também ficou acima ou próximo da média nacional nos Açores, onde atingiu 5%.
Face ao trimestre anterior, a taxa diminuiu em todas as regiões, com exceção da Península de Setúbal, onde aumentou 0,6 pontos percentuais. A maior redução ocorreu no Algarve, com uma descida de 2,5 pontos percentuais.
O próximo relatório trimestral das Estatísticas do Emprego deverá ser divulgado pelo INE a 4 de novembro de 2026.




















