Desde o dia 1 de Abril Hospital de Évora já realizou mais de 1200 consultas de psiquiatria

Foto: Hospital de Évora

O Hospital do Espírito Santo já realizou, em menos de um mês, mais de 1200 consultas de consultas de Psiquiatria.

Desde o dia 1 de Abril que cada Psiquiatra do Hospital de Évora realiza consultas através do telefone a todos os utentes, que constam nos seus agendamentos diários, e consultas presenciais, quando clinicamente se justificam. Nos últimos 24 dias realizaram-se 1234 consultas.

Na sequência da suspensão de todas as consultas presenciais, com excepção das inadiáveis, por motivos clínicos, por questões de segurança dos Utentes e dos Profissionais, o Hospital de Évora implementou a realização de consultas telefónicas e presenciais e/ou domicílio, para situações mais agudas.

Segundo informa a Administração desta unidade de saúde, o Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental de Adultos reorganizou-se em duas equipas multidisciplinares de trabalho distintas. Uma equipa que garante a actividade de consulta externa, o serviço de urgência e a psiquiatria de ligação, trabalhando em sistema de rotatividade, e uma equipa que garante a assistência no internamento. A Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência mantém também a actividade clínica de consulta externa em regime de teletrabalho.

Esta organização específica pretende garantir o acompanhamento de todos os utentes em seguimento prévio pelo Serviço e também de novos utentes referenciados pelos Médicos de Família.

Madalena Serra, Directora do Departamento, realça a importância desta estratégia do Serviço e refere que “é importante que a população saiba que continua a contar com o Departamento de Psiquiatria de Saúde Mental, neste período de distress. Obviamente que estando limitados no atendimento presencial, a nossa atenção é redobrada aos utentes que padecem de patologia mental grave. Mantemos, por isso, os agendamentos da medicação injetável e garantimos, de igual forma, as visitas domiciliárias para situações concretas, como sejam os doentes graves com acrescidos factores de vulnerabilidade social.  Em épocas de crise, os utentes continuam a ser o pilar da nossa actuação, bem como o principal reforço à nossa motivação.”