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Culturas intercalares ganham espaço no regadio de Alqueva

alqA introdução das culturas intercalares nos perímetros de rega de Alqueva está a crescer, com cerca de 350 hectares inscritos em 2024, segundo o Anuário Agrícola de Alqueva 2024, publicado pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA).

A prática surge como uma resposta às novas diretrizes da Política Agrícola Comum (PAC), que incentivam a implementação de métodos mais sustentáveis na gestão dos solos agrícolas.

As culturas intercalares consistem na plantação de espécies vegetais entre duas culturas principais, promovendo a ocupação contínua dos solos. Esta estratégia visa reduzir a erosão, melhorar a fertilidade do solo, aumentar a biodiversidade e contribuir para a mitigação das alterações climáticas. Entre as espécies utilizadas encontram-se leguminosas e gramíneas, que permitem fixar azoto naturalmente, reduzindo a necessidade de fertilizantes sintéticos.

A EDIA destaca que a adoção desta prática está alinhada com os princípios da agricultura sustentável, contribuindo para uma melhor utilização dos recursos disponíveis. A introdução de culturas intercalares nos sistemas agrícolas de Alqueva surge num contexto de transição, em que as culturas permanentes, como o olival e os frutos secos, têm vindo a ganhar cada vez mais espaço em detrimento das culturas anuais.

Os dados do Anuário revelam ainda que a taxa de ocupação dos perímetros de rega de Alqueva está próxima dos 100%, limitando a expansão de novas áreas agrícolas. A aposta em métodos sustentáveis, como as culturas intercalares, poderá tornar-se essencial para garantir a manutenção da produtividade sem comprometer a qualidade dos solos.

Com a crescente necessidade de adaptação às alterações climáticas e às exigências da PAC, a adoção de culturas intercalares pode representar uma oportunidade para os agricultores da região, permitindo a diversificação da produção e a otimização dos recursos hídricos. A tendência deverá continuar nos próximos anos, à medida que a sustentabilidade se torna um fator determinante para a competitividade da agricultura no Alentejo.

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