Cromeleque dos Almendres passa a ter gestão pública municipal

Foi assinado na passada sexta-feira, 13 de Setembro, um Contrato de Comodato entre a Câmara Municipal de Évora e o proprietário da Herdade dos Almendres, local onde se situa o Cromeleque dos Almendres, classificado como imóvel de interesse público, que permitirá ao município assumir a responsabilidade pela gestão deste importante monumento megalítico.

Este contrato possibilitará à autarquia proceder a intervenções com vista à salvaguarda e manutenção do estado de conservação do Cromeleque dos Almendres.

O Cromeleque dos Almendres é um sítio arqueológico composto por diversas estruturas megalíticas: cromeleque, menir e pedras. O cromeleque foi descoberto pelo investigador Henrique Leonor Pina, em 1964, quando se procedia ao levantamento da Carta Geológica de Portugal. Abrangendo uma larga faixa cronológica, desde o Neolítico Médio até à Idade do Ferro – isto é, desde finais do 6.º até inícios do 3.º milénio a. C. –, este sítio apresenta, entre outros elementos, um cromeleque de planta circular irregular, composto por comprimento de 95 monólitos graníticos colocados em pequenos agrupamentos numa área de, aproximadamente, 70×40 metros.

Trata-se de um sítio cultural com forte carga mágico-simbólica, que denuncia um exemplo singular de reutilização de um mesmo espaço sacralizado ao longo dos tempos. Reflecte, também por isso, as próprias transformações económicas, sociais e ideológicas ocorridas nesta larguíssima faixa temporal e neste que é considerado, até ao momento, o maior conjunto de menires estruturados da nossa península, e um dos mais relevantes do megalitismo europeu.