O Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro, afirma que Portugal não está a registar qualquer aumento preocupante da criminalidade.
Apesar de os dados deste ano serem ainda “muito embrionários”, o governante assegura que a criminalidade grave e violenta continua a descer, seguindo a tendência dos últimos anos.
Segundo Paulo Simões Ribeiro, os números disponíveis resultam de registos “parcelares” da GNR e da PSP, uma vez que o ano ainda não terminou. Os dados finais só serão conhecidos no início de 2025, mas o governante considera já possível identificar sinais claros.
“Nós não temos uma subida exponencial da criminalidade. Longe disso. Aliás, a grave e violenta tem estado a diminuir”, sublinhou.
O Secretário de Estado reconhece que qualquer caso mais grave gera alarme social. No entanto, defende que o país mantém níveis de segurança elevados quando comparado com outras realidades europeias.
Crescimento da criminalidade geral ligado à maior proatividade policial
Paulo Simões Ribeiro explica que a criminalidade geral apresenta algum crescimento, mas rejeita que este aumento reflita maior perigosidade no país. Pelo contrário, resulta sobretudo da maior presença e atuação das forças de segurança.
“Muita da criminalidade geral que tem aumentado tem muito a ver com o aumento e uma maior proatividade das forças de segurança”, afirmou.
O governante destaca que o reforço de patrulhas e operações no terreno leva à identificação de mais situações que anteriormente podiam passar despercebidas.
Recorda também que o comandante da GNR de Évora já tinha apontado esta tendência, referindo que mais patrulhamento implica inevitavelmente mais registos.
Programas de proximidade estão a aumentar a prevenção
Paulo Simões Ribeiro mencionou ainda vários programas de policiamento, como o “Campo Seguro”, que reforçam a presença da GNR e da PSP em zonas específicas do país. Estas ações focadas, aliadas ao aumento do número de patrulhas, ajudam a prevenir crimes e a melhorar o contacto direto com a população.
“Tem havido uma maior proatividade, uma maior proximidade, que também aumenta a prevenção destes crimes”, destacou.
O Secretário de Estado insiste que a leitura dos números deve ser feita com cautela até ao final do ano. No entanto, assegura que os indicadores não apontam para qualquer agravamento da criminalidade violenta, reforçando a mensagem de estabilidade e segurança.


















