Sexta-feira, Agosto 19, 2022
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Crianças e jovens vítimas de violência doméstica vão ter equipa de apoio no distrito de Évora

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No distrito de Évora está a ser implementada Resposta de Apoio Psicológico (RAP) a crianças e jovens até aos 18 anos vítimas de violência doméstica.

Este projeto está a ser implementado no distrito de Évora pela Associação Ser Mulher, uma entidade de mulheres, sem fins lucrativos, que foi criada no ano de 2016 e destinada a apoiar mulheres vítimas de violência doméstica, integrando a Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica.

Esta resposta que agora está a ser implementada no distrito de Évora, surge porque “deixámos de usar o termo vítima indireta desde agosto de 2018, altura em que se assumiu que as crianças que ao nível do desenvolvimento tinham um impacto direto muito grande sobre elas”, explicaram a’ODigital.pt as responsáveis Natália fresca, Maura Melo e Helena Barahona, à margem de uma reunião ocorrida em Vila Viçosa.

As responsáveis referiram que o objetivo desta Resposta de Apoio Psicológico (RAP) a crianças e jovens tem como objetivo “criar espaços para que estas vítimas tenham um espaço onde possam falar como sentem, o que é que aquela situação lhes provocou, para tirarem dúvidas, porque depois há aqui a questão dos processos e de regulações e, portanto, é importante terem este espaço onde possam partilhar medos inseguranças e o que é que vai acontecer desde que estes processo dão entrada nas entidades competentes”.

O objetivo é dar uma resposta no terreno, mais proativa e mais rápida, no sentido de uma articulação mais próxima, neste caso com as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens”, frisaram.

Com esta nova resposta “as vítimas deixam de se deslocar para fora da sua área de residência para ter este tipo de apoio, algo que não acontecia até agora e o nosso objetivo é aproximar e que seja a resposta da equipa a deslocar se ao município onde vive essa criança”.

As representantes da Associação deixaram claro que esta resposta “está acessível a toda a gente, sem qualquer restrição e constrangimento, no entanto, queremos deixar claro que não se trata de um apoio social, mas sim apoio psicológico a estas crianças e jovens.

As responsáveis revelaram-nos que o RAP “está a ser implementada desde outubro, pretende abranger os 14 municípios do distrito de Évora e estamos neste momento a avançar com os protocolos, mas já todos têm conhecimento do que o projeto está a avançar.

Questionadas sobre o número de crianças e jovens que vão apoiar com esta resposta, as responsáveis referiram que “temos a noção que são muitas”.

Foi-nos ainda dito que esta “é uma resposta necessária, porque este apoio é dado por um técnico de apoio à vítima, ou que tem este compromisso, e é uma resposta especializada nesta área, portanto, vai colmatar aqui também esta necessidade que cada um dos municípios sentia, pois, estamos a falar de um apoio muito voltado para a questão do trauma e pretendemos reestruturar as relações que estas crianças com as outras pessoas e influenciar a forma como elas se relacionam no futuro com outras pessoas. Queremos principalmente quebrar o ciclo de violência e evitar que no futuro estas crianças e jovens possam repetir os atos que viram em criança”.

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