Crato: Herdade da Rocha inaugurou adega e monumento Retiro da Paz com presença de Ramos Horta (c/fotos)

Foi num ambiente intimista e descontraído que foi inaugurada a nova Adega da Herdade da Rocha e também o monumento Retiro da Paz, uma obra de arte feita espaço de meditação inspirada em José Ramos Horta, Prémio Nobel da Paz em 1996.

A inauguração, no concelho do Crato, no distrito de Portalegre, contou com a presença do Secretário de Estado da Valorização do Interior, José Catarino, do Presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo, António Ceia da Silva e do Presidente da Câmara Municipal do Crato, Joaquim Diogo, bem como da família de Mário Rocha, proprietário da Herdade da Rocha e CEO da Antarte Mobiliário.

O momento de maior simbolismo do dia foi a homenagem ao Prémio Nobel da Paz, Ramos Horta, durante a inauguração do Retiro da Paz, um monumento erguido no topo de uma rocha, que permite uma vista panorâmica da herdade e que convida ao recolhimento, à meditação e à obtenção da paz interior. No discurso de agradecimento, Ramos Horta referiu a grande admiração que sente pelo espaço e pelo proprietário Mário Rocha, motivos pelos quais aceitou o convite para estar presente durante a inauguração. O ex-presidente de Timor Leste valorizou a importância de um trabalho continuado na busca pela paz. “O meu trabalho em busca da paz ainda não acabou, vamos criar uma delegação pela paz, para um trabalho aqueles países em que a guerra prevalece”, revelou.

O dia de inaugurações teve início com uma visita à nova Adega, cuja construção começou em 2014, com o objetivo de “dar uma casa” às uvas que tinham começado a plantar 5 anos antes, como revelou o proprietário Mário Rocha. O também CEO da Antarte Mobiliário destacou o papel da filha, Mária Rocha, na valorização do monte alentejano que a família adquiriu em 2008. Foi graças à tenacidade e gosto pela arte , aliadas às competências adquiridas na licenciatura em Gestão de Turismo da filha, que a Herdade da Rocha se transformou, de casa de família e local de produção de vinho, “em local de meditação, de arte e de valorização da gastronomia e vinhos da região”.

O espaço é, hoje, um sonho tornado realidade. “Chamaram-me louco quando quis adquirir esta propriedade, mas apaixonei-me”, revelou Mário Rocha. “Em 2009 plantamos a primeira vinha tinta, da casta Alicante Bouschet e Sirah, um projeto arrojado e de castas pouco comuns na região. Mais tarde, em 2013, plantamos mais uma vinha das castas Touriga Nacional e Touriga Franca, e depois plantamos mais uma vinha de uvas brancas de casta Alvarinho e Arinto que dão origem aos nossos vinhos brancos”.