Covid-19: Reabertura das fronteiras era ambicionada por “todos”, disse Autarca de Elvas

Nuno Mocinha

O presidente da Câmara de Elvas (Portalegre), Nuno Mocinha, manifestou-se hoje “bastante satisfeito” com a reabertura das fronteiras terrestres com Espanha a partir de sábado, sublinhando que era uma medida que “todos” ambicionavam.

“É uma grande satisfação. Como é sabido, nós vivemos da relação transfronteiriça, nomeadamente com Badajoz (Espanha), e a nossa economia disso depende”, disse o autarca em declarações à agência Lusa.

As fronteiras terrestres com Espanha, fechadas pela segunda vez desde 31 de janeiro devido à pandemia de covid-19, vão reabrir no sábado, anunciou na quinta-feira o primeiro-ministro no final da reunião do Conselho de Ministros sobre a última fase de confinamento.

Na sequência desta decisão, o presidente da Câmara de Elvas relatou que já teve oportunidade de ver “alguns empresários” a ultimar preparativos para que todas as condições estejam reunidas para poder receber os “vizinhos espanhóis”.

Agora aquilo que eu peço a todos é muita, mas muita atenção para que não haja nenhum percalço no caminho e que possamos, daqui para a frente, estar sempre a crescer e não haver nenhuma regressão”, alertou.

Questionado pela Lusa em relação aos prejuízos que o encerramento das fronteiras causou aos empresários do concelho, Nuno Mocinha disse que “não há uma estimativa” nesta altura em termos de valores.

Não há uma estimativa em termos de valores, isso virá um bocadinho mais tarde e, seguramente, as entidades estatísticas do nosso país assim o irão apurar”, disse.

É sabido que Elvas tem hotelaria, comércio e restauração que esteve encerrada um conjunto de meses, o que quer dizer que, com certeza absoluta, foram destruídos alguns empregos, houve negócio que não foi feito e que, agora os primeiros tempos, não vão ser fáceis para ir recuperando a dinâmica que Elvas tem nestas áreas”, acrescentou.

O autarca espera que essa recuperação ocorra “o mais rapidamente possível”, que entre a fronteira se “flua normalmente”, dado que “não era só” a questão económica que estava em causa, mas também era a liberdade de cada um que “estava afetada”.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.168.333 mortos no mundo, resultantes de mais de 150,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.974 pessoas dos 836.033 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.