Covid-19: Procissões, Casamentos e baptizados só no próximo Ano Pastoral

Depois de nas últimas semanas os portugueses terem vivido tempos de confinamento devido à pandemia da Covid-19, é agora altura de se retomar gradualmente a normalidade possível.

O Governo determinou que o desconfinamento será gradual e em várias fases, pelo que várias áreas da sociedade vão abrir portas ao longo das próximas semanas.

No que diz respeito à Igreja Católica, prevê-se que as missas possam voltar a ter fieis a assistir presencialmente no final do mês de maio.

Neste sentido, o Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, veio a publico esta quarta-feira dizer que neste reinício das celebrações comunitárias da fé, “é preferível uma peugada segura do que uma derrapagem dolorosa”.

O reinício das celebrações comunitárias da fé acontecerá na véspera da Solenidade do Pentecostes (30 de Maio). No entanto, este reinício está dependente da avaliação que será feita pelo Governo no final da primeira etapa do desconfinamento. Apesar disso, e enquanto aguardamos novas orientações da Conferência Episcopal Portuguesa, deixamos para este momento de transição algumas orientações:

  1. As Igrejas e Capelanias poderão abrir as suas portas, durante o dia, para oração individual dos fiéis, de acordo com as necessidades pastorais e os costumes de cada localidade/comunidade. Para isso, devem ter na entrada um dispensador de Solução Antisética de Base Alcoólica (SABA) bem como um cartaz a indicar o uso obrigatório de máscara, o distanciamento social e não contacto com superfícies, imagens ou outros elementos; deve ser providenciado o não uso de água nas pias de água benta, no profundo respeito pelas exigências sanitárias;
  2. Perante as várias questões colocadas pelos párocos em relação ao agendamento de celebrações comunitárias, lembro que os Sacramentos que exijam contacto e impliquem unção (Baptismo, Confirmação, Unção dos Doentes) devem ser adiados para o próximo Ano Pastoral, excepto em situações de assinalável gravidade. Deverão ser também adiadas as Celebrações da Primeira Comunhão e Profissão de Fé;
  3. Em relação à Celebração dos Matrimónios é aconselhável o seu adiamento para o próximo Ano Pastoral. Aguardamos a evolução da situação epidemiológica e as orientações a emanar pela Conferência Episcopal Portuguesa para as celebrações comunitárias;
  4. Relativamente ao Sacramento da Reconciliação, deverá ser escolhido um espaço adequado onde poderão ser cumpridas todas as normas de segurança de saúde bem como garantir o necessário distanciamento entre o confessor e o penitente, sendo sempre salvaguardado o inviolável segredo de confissão;
  5. Todas as Festas, Procissões, Acampamentos ou actividades que impliquem um significativo aglomerado de pessoas e apelem a festejos posteriores deverão ser também adiadas para o Próximo Ano Pastoral;
  6. Em relação à Catequese, bem como a outras acções formativas, deverão continuar a ser realizadas através das plataformas digitais até ao final deste ano catequético;
  7. As Exéquias cristãs poderão celebrar-se com a presença de familiares, seja na Igreja ou na Casa Mortuária ou, como até ao momento, com encomendação no Cemitério. Deverá ter-se em consideração a dimensão do espaço para a celebração, atendendo ao número de familiares presentes.