Covid-19: Presidente da ARS Alentejo garante que “não se tem verificado um acrescimento significativo da procura dos serviços” (c/som)

Decorreu, ao final da tarde desta terça-feira, na sede da CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, uma Conferência de Imprensa sobre os Aspetos relevantes do processo Coronavírus (COVID-19) na nossa Região.

Esta conferência de imprensa ocorreu após uma reunião entre o Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, José Calixto, a Presidente do Conselho de Administração do Hospital do Espírito Santo, Filomena Mendes,  o Comandante Territorial de Évora da Guarda Nacional Republicana Coronel Joaquim Vivas, o Director Distrital de Évora da Segurança Social, José Ramalho, o Comandante Operacional Distrital de Évora da Protecção Civil, José Ribeiro, o presidente do Conselho Directivo da Administração Regional de Saúde do Alentejo, José Robalo, e o Comandante Distrital de Évora da Polícia de Segurança Pública, Intendente Moreira Rocha.

Em declarações à imprensa, o presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo, José Robalo falou sobre o hospital de Évora e quais os procedimentos a fazer em casos de doentes validados com a infecção de Covid-19, afirmou que “houve uma actualização daquilo que são os critérios de identificação de casos”, acrescentando que “um dos critérios que surgiu neste momento foi, que todas as doenças respiratórias graves teriam de fazer essa análise”, referindo que “isto não impede que o procedimento que estamos a ter relativamente a casos suspeitos, que fossem validados, não se mantenham exactamente com os mesmos critérios, ou seja, não quer dizer que os doentes não continuem a ser enviados para Lisboa para efectuar o teste”, esclarecendo que “o que estamos a dizer, é que há por parte do Hospital a capacidade para fazer esse teste e, havendo esta alteração em relação à necessidade de abranger cada vez mais pessoas com patologia respiratória para fazer o teste, não quer dizer que o Hospital não o possa realizar, mas os critérios mantêm-se exactamente como estavam, ou seja, os casos são validados e quando são validados são transportados da mesma forma para Lisboa, com os mesmos critérios que estavam a ser utilizados anteriormente.”

Questionado se nos últimos dias tem havido uma maior procura dos serviços de saúde no Alentejo, José Robalo diz que “não se tem verificado um acrescimento significativo da procura dos serviços”, referindo que “todos os casos que eventualmente estejam ligados, ou que as pessoas considerem que esteja associados a esta infecção, seguem o caminho que está estipulado, que terão que ser validados por uma linha de apoio ao médico e depois se for validado e se for considerado necessário fazem aquele percurso até Lisboa, para que possam fazer a análise e garantir que só  saem das instalações do Hospital Curry Cabral ou da Estefânia, se for uma criança, se efectivamente a análise for negativa.”

Por fim questionado se os profissionais de saúde  no Alentejo estão preparados para um agravamento da situação, o Presidente da ARS Alentejo, esclarece que “nós tivemos uma equipe de saúde publica que visitou todos os centros de saúde para ver se as regras estavam a ser realizadas, mas mais do que isso, foram também formar os próprios profissionais na utilização dos equipamentos de protecção individual, para saber como devem vestir ou como devem despir, e percorrerem todo o trajecto que um eventual caso suspeito possa ocorrer e qual o trajecto que esse caso faz dentro do centro de saúde, e isso está estipulado em todos os centros de saúde da região. Periodicamente iremos fazer uma ronda para ver se todo o procedimento ainda continua bem vivo na cabeça de todos os profissionais.”