Covid-19: Politécnico de Portalegre adia prazos de pagamento das propinas e disponibiliza laboratórios para apoiar hospitais de Elvas e Portalegre

Com a pandemia da Covid-19 a afectar o país e o mundo, com consequências ao nível da saúde, mas também ao nível económico, várias entidades publicas e privadas tomam medidas de apoio aos seus utentes.

Chega-nos agora a informação que o Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) decidiu adiar os prazos de pagamento das propinas de Março a Junho possam ser pagas até 31 de Julho, pela forma que cada família optar. Esta medida procura “que esta situação não coloque em risco a continuidade dos estudos para nenhum estudante”, refere Albano Silva, Presidente do IPP.

O responsável pelo IPP salienta que outra das medidas tomadas é “o processo de ensino e aprendizagem em regime não presencial, estando os estudantes a trabalhar com os seus professores através de plataformas de ensino à distância que vão sendo aperfeiçoadas todos os dias”, uma medida tomada desde o dia 16 de Março.

À semelhança dos alunos, também os funcionários não docentes estão maioritariamente em regime de teletrabalho e em atendimento não presencial de alunos, famílias e parceiros, pois “assim, os Serviços Centrais e as Escolas continuam a dar a resposta necessária ao desenvolvimento do ano lectivo e à preparação do próximo”, declara Albano Silva.

No que diz respeito à a residência de Portalegre, o Presidente do IPP informa que “está a funcionar com sessenta estudantes, na sua maioria internacionais, que optaram por ficar em Portalegre. Com medidas internas de isolamento social, o Politécnico criou condições suplementares para possibilitar comportamentos sociais adequados à situação e para melhor poderem acompanhar as actividades lectivas à distância”, destacando que “criaram-se condições de individualidade para cada um dos estudantes que está a viver na residência, aumentaram-se os recursos informáticos disponíveis, e passou-se a fornecer a estes 60 estudantes duas refeições diárias que são confeccionadas numa das cantinas do Politécnico e colocadas na residência em regime de take away.”

Albano Silva revela ainda que “ao longo destas duas semanas e meia foi desenvolvido um enorme esforço não só no que diz respeito ao repatriamento dos estudantes internacionais que estavam em Portalegre ao abrigo do programa ERASMUS e de outras tipologias de mobilidade e que quiseram regressar aos seus países, mas também no que se refere ao regresso de estudantes portugueses que se encontravam em ERASMUS em diversos países da Europa. Felizmente que todas estas mobilidades, nem sempre fáceis, têm decorrido de forma positiva.”

Conclui referindo que “o Politécnico de Portalegre colocou os seus laboratórios ao serviço das autoridades regionais de saúde da ULSNA, onde serão desenvolvidos alguns produtos necessários à prevenção e combate ao SARS-CoV-2, colaborando directamente com os Hospitais de Portalegre e de Elvas.”