Covid-19: Não açambarque medicamentos! Ordem dos Farmacêuticos tudo fará para que medicamentos não faltem a quem precisa deles

Medicamentos genéricos

Numa altura em que se pede calma e contenção em todas as atitudes, de forma a parar o novo coronavirus e a diminuir os seus efeitos, vem agora a Ordem dos Farmacêuticos e os demais parceiros do sector farmacêutico apelar ao compromisso de todos os agentes e de todos os portugueses na gestão e uso responsável dos medicamentos durante o actual contexto da de pandemia de Covid-19, como forma de prevenir problemas na disponibilidade dos medicamentos a médio e longo prazo.

Queremos garantir aos portugueses que os medicamentos de que precisam para viver nunca vão faltar”, disse a bastonária. Ana Paula Martins reconhece o esforço dos operadores do circuito do medicamento para “responder a inúmeras solicitações” e “garantir a distribuição de medicamentos em todo o território nacional, incluindo as regiões autónomas”.

Já existem relatos da falta de alguns medicamentos”, alerta a bastonária, considerando que chegou a hora de todos assumirem o “compromisso com uma gestão mais criteriosa dos medicamentos, dos prescritores aos cidadãos, passando naturalmente pelos farmacêuticos”.

A Ordem dos Farmacêuticos apela a todos os agentes e a todos os portugueses para uma gestão mais responsável dos medicamentos e uma coordenação de esforços para continuar a garantir o acesso regular aos medicamentos. “O período pandémico que o País enfrenta requer uma responsabilização acrescida na aquisição de medicamentos, para que não venham a faltar medicamentos a quem deles precisa para viver”, defende a bastonária.

Neste sentido, também o INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e dos Produtos de Saúde, deixa algumas indicações de forma a prevenir problemas na disponibilidade atempada de medicamentos a longo prazo.

Indicações que deixamos de seguir:

Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica

As farmácias comunitárias e os locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica devem adequar a quantidade de medicamentos disponibilizada aos utentes, em função da sintomatologia do caso concreto, da posologia e do tempo previsível de toma do medicamento.

 

Medicamentos Sujeitos a Receita Médica

As farmácias deverão, no ato de dispensa de receitas médicas, observar a orientação de não serem dispensadas quantidades excessivas da mesma substância activa em simultâneo, orientando o utente quanto à aquisição dos medicamentos, atendendo por um lado, às indicações terapêuticas do medicamento e à não interrupção do tratamento, e por outro, assegurar a satisfação das necessidades de todos os utentes, face ao actual contexto.

Neste sentido, devem igualmente os fabricantes, titulares de AIM e os distribuidores por grosso de medicamentos assegurar uma adequada gestão dos seus stocks e gestão de distribuição criteriosa.

Neste quadro, o INFARMED, I.P. apela a todos um compromisso firme com a garantia de que os medicamentos continuam a ser disponibilizados a todos os cidadãos que deles necessitem, assegurando -se uma distribuição equitativa dos mesmos.