Covid-19: Loja de capas de telemóvel “apanhada” a vender 500ml de álcool gel a mais de 24 euros

Portugal está a atravessa uma das maiores crises sanitárias e económicas da história, momento que muitos aproveitam para ganhar dinheiro de forma ilícita.

Neste sentido, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, através da Unidade Regional do Sul, realizou ação de fiscalização a um estabelecimento retalhista de telecomunicações e de acessórios para telemóveis, em Lisboa, no âmbito do combate ao lucro ilegítimo em bens essenciais no combate à propagação do vírus COVID 19.

Segundo a ASAE, “trata-se de uma empresa que tendo como actividade principal a venda de acessórios para telemóveis e sua reparação, nesta fase de emergência nacional, optou por comercializar também e em paralelo, o produto álcool gel, com margens de lucro que oscilavam entre os 300% – 400%. “

Nesta sequência procedeu-se à instauração de inquérito, por prática de eventual crime de especulação, do qual foi dada notícia à Autoridade Judiciária competente.

Este é um dos exemplos do que está a ocorrer um pouco por todo o país  e que está a merecer a máxima atenção da ASAE que já fiscalizou um total de 280 operadores económicos, tendo sido instaurados 15 processos crime por obtenção de alegado lucro ilegítimo obtido na venda de bens necessários para a prevenção à pandemia, nomeadamente: equipamentos de protecção individual e dispositivos médicos (máscaras, luvas, fatos), produtos biocidas designadamente álcool, álcool gel e desinfectantes, com obtenção de lucro que chega a ultrapassar, nalguns casos, os 1 000%. Mantêm-se a aguardar conclusão da análise documental cerca de 25 situações.