Covid-19: Jardim-de-infância de Alandroal fecha por surto com 9 infetados (atualização)

Covid-19

Um surto de covid-19, que conta já com nove pessoas infetadas com o coronavírus SARS-CoV-2, levou hoje ao encerramento do Jardim-de-Infância de Alandroal (Évora), revelou à agência Lusa o diretor do agrupamento escolar local.

Tomé Laranjinho, que dirige o Agrupamento de Escolas de Alandroal, indicou que estão infetados com o coronavírus que provoca a doença covid-19 as quatro assistentes operacionais do jardim-de-infância, uma animadora, uma educadora e três crianças.

“Como as quatro assistentes operacionais estão infetadas e, não havendo funcionárias para as substituir, tivemos que encerrar o jardim-de-infância, que tem 37 crianças”, adiantou.

A decisão de encerrar o estabelecimento foi tomada em articulação entre o agrupamento escolar, a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, o delegado de saúde local e a câmara, acrescentou.

O Agrupamento de Escolas, em comunicado, indicou que o jardim-de-infância vai ficar “encerrado pelo prazo previsível de uma semana” e solicitou a todos os encarregados de educação que verifiquem “a sintomatologia” das crianças e “realizem, se possível, um teste ao fim do 3.º dia do contacto, presumivelmente na segunda-feira”.

O responsável explicou que o surto foi detetado hoje, após uma funcionária ter feito um teste com resultado positivo para o SARS-CoV-2, tendo depois sido realizados testes que confirmaram os nove casos de infeção.

O presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo, disse à Lusa que o jardim-de-infância está encerrado temporariamente, sendo necessário “testar todos”, para “ver se não há cadeias de transmissão”.

A covid-19 provocou 5.519.380 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 19.237 pessoas e foram contabilizados 1.814.567 casos de infeção, segundo a última atualização da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.