Covid-19: Hotelaria e restauração poderá abrir em Maio, mas depende de apoios estatais

No início desta semana, a AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal reuniu com o Primeiro-Ministro António Costa, o Ministro da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, a Secretária de Estado de Turismo, Rita Marques, e o Secretário de Estado da Saúde, António Sales para discutir as condições de uma possível reabertura dos estabelecimentos do canal HORECA.

Segundo a informação vinda a público, a AHRESP terá defendido que a reabertura dos sectores que representa dependem de duas condições: da definição de regras específicas nas áreas da saúde, higiene e segurança para clientes, trabalhadores e instalações, bem como de apoios às empresas, particularmente no que diz respeito à manutenção dos postos de trabalho, bem como à compra de equipamentos de protecção individual e medidores de temperatura corporal.

Ao que sabemos, para transmitir confiança aos consumidores, será criado um selo distintivo, que indicará que as regras de funcionamento estão em conformidade com as disposições legais, suportadas por um Guia de Boas Práticas elaborado pela Associação.

Este Guia será enviado à Secretaria de Estado do Turismo com o objectivo de ser articulado e validado por todas as entidades que têm responsabilidades nestes sectores, como a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e a Direcção Geral de Saúde (DGS).

De acordo com a AHRESP, o Guia abordará temas como a formação para empresários e trabalhadores; a reorganização dos espaços e capacidade máxima; as regras de controlo de entrada, como a medição de temperatura corporal (colaboradores e clientes); as regras de higiene pessoal; regras de distanciamento social; fardamento e equipamentos de protecção individual (EPI’s); regras de limpeza e desinfecção; preparação e confecção de alimentos; menus e serviço; procedimentos em caso suspeito: zona de isolamento e plano de contingência e requisitos específicos para self-service e buffets, take away, delivery e drive-in.

As medidas de apoio defendidas pela AHRESP são essenciais às empresas, que terão fortes constrangimentos na retoma gradual da sua actividade. Como consequência da redução de facturação na retoma, a Associação considera que estas medidas são fulcrais para a continuidade da actividade das empresas e manutenção dos postos de trabalho.