Covid-19: Festival Islâmico de Mértola adiado para maio do próximo ano

O Festival Islâmico de Mértola, no distrito de Beja, que estava previsto decorrer este ano, foi adiado para maio de 2022, devido à pandemia de covid-19, revelou hoje a câmara municipal.

Segundo o município, esta decisão deve-se à “situação epidemiológica instável” que se vive atualmente e à “impossibilidade de realizar com segurança aquele que é, reconhecidamente, o maior evento cultural de Mértola”.

O festival vai voltar à vila alentejana com a sua herança islâmica em maio do próximo ano e, mantendo o seu caráter bienal, passa “a realizar-se futuramente em anos pares”, anunciou ainda a autarquia.

“A natureza do evento, a dificuldade” de garantir “a segurança de todos, sem comprometer a essência do festival, a ponderação entre o investimento a realizar e o retorno em matéria de visitantes” e a “adesão de parceiros-expositores” foram alguns dos critérios que “pesaram” na decisão de adiamento, de acordo com o município.

A par destes fatores, esteve “o imponderável em termos de evolução da situação epidemiológica” relacionada com “a pandemia de covid-19”, acrescentou.

“A todos solicitamos a melhor compreensão, manifestando expressa confiança de que, no próximo ano, estarão reunidas as condições necessárias para que possamos realizar em pleno e sem restrições o nosso Festival Islâmico de Mértola”, assinalou ainda a câmara.

Durante o Festival Islâmico, cuja edição mais recente teve lugar em 2019, músicas, danças e sabores de raízes árabes e portuguesas “tomam de assalto” a vila alentejana, situada “à beira” do Rio Guadiana.

Promovido pela Câmara Municipal de Mértola, o festival “celebra a herança islâmica” e as ligações com o Norte de África e revive as vivências da vila naqueles séculos, quando se chamava “Martulah” e era capital de um reino islâmico e um importante porto comercial nas rotas do Mediterrâneo.

Um dos principais atrativos do festival costuma ser o mercado de rua marroquino, o ‘souk’, espalhado pelas ruas estreitas e íngremes do labiríntico centro histórico de Mértola, que são cobertas com tecidos, a lembrar as medinas de Marrocos.

Animação de rua, conferências e oficinas, artesanato, música ou exposições costuma ser outras das vertentes habituais do evento, que, em 2019, já ia na 10.ª edição.

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