Covid-19: Câmara de Odemira diz que já foram ministradas 9.500 vacinas no concelho

Vacina contra a covid

Cerca de 9.500 vacinas contra a covid-19 já foram ministradas no concelho alentejano de Odemira, anunciou hoje a autarquia, indicando que “quase” a totalidade da população com mais de 60 anos já recebeu a primeira toma.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o município do distrito de Beja explica que “no espaço de uma semana” foram ministradas “quase 6 mil vacinas”, sendo que “2.035 cidadãos” já têm a segunda dose inoculada.

Nos próximos dias vai ser continuado o esforço de vacinar o maior número possível de habitantes, no mais curto espaço de tempo, e assim aumentar a proteção da comunidade contra a doença”, pode ler-se no documento.

A autarquia recorda que o reforço da campanha de vacinação é uma das suas “reivindicações”, sendo que a vacinação no concelho foi “reforçada” com o apoio de “oito militares” do Exército.

“Até à primeira quinzena de maio, pretende-se que mais de 40% da população esteja vacinada. Nos próximos dias será iniciada no concelho a vacinação à população com mais de 50 anos”, acrescenta.

A Câmara de Odemira relembra ainda que “todos os cidadãos com mais de 65 anos” podem efetuar o auto agendamento para a vacina, através do endereço de Internet: https://covid19.min-saude.pt/pedido-de-agendamento .

Os cidadãos sem acesso à Internet poderão dirigir-se ao balcão único do município de Odemira, sendo este atendimento “sem marcação prévia” e “por ordem de chegada”.

O Governo decidiu decretar uma cerca sanitária às freguesias de São Teotónio e de Almograve, no concelho de Odemira, devido à elevada incidência de casos de covid-19, sobretudo em trabalhadores do setor agrícola.

Na quinta-feira, em conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro, António Costa, sublinhou que “alguma população vive em situações de insalubridade habitacional inadmissível, com hipersobrelotação das habitações“, relatando situações de “risco enorme para a saúde pública, para além de uma violação gritante dos direitos humanos“.

Na segunda-feira, o presidente da Câmara de Odemira, José Alberto Guerreiro, estimou que “no mínimo seis mil” dos 13 mil trabalhadores agrícolas do concelho, permanentes e temporários, “não têm condições de habitabilidade”.