Covid-19: Banco Alimentar cria Rede de Emergência para levar voluntários a ajudar quem precisa

O Banco Alimentar anunciou, esta sexta-feira, a criação de uma Rede de Emergência Alimentar. Uma rede que conta com o apoio da Entrajuda e em articulação a Bolsa do Voluntariado.

Segundo a informação enviada, esta iniciativa “procura dar uma resposta estruturada a uma realidade que se está a agravar todos os dias. Com efeito, as medidas tomadas, indispensáveis para prevenir o contágio e propagação da doença, estão a criar situações extremamente difíceis e de grande desespero junto das populações mais desfavorecidas.”

Com a criação desta rede, procura-se “dar uma resposta estruturada a uma realidade que se

está a agravar todos os dias. Com efeito, as medidas tomadas, indispensáveis para prevenir o contágio e propagação da doença, estão a criar situações extremamente difíceis e de grande desespero junto das populações mais desfavorecidas”, refere o Banco Alimentar.

O Banco Alimentar, com a criação desta rede pretende acautelar o risco de situações de rutura de apoio alimentar, de isolamento e de desespero, que possam resultar:

– do encerramento das respostas sociais de apoio normalmente disponibilizadas por várias Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), como creches, infantários, ATL, centros de dia, de convívio e distribuição;

– de uma redução do número de técnicos e auxiliares que colaboram nestas Instituições, na sua grande maioria mulheres, que, pelo encerramento das escolas e equipamentos escolares, se vêem obrigados a ficar em casa em assistência à família, impossibilitando assim a continuidade da prestação de alguns dos apoios sociais;

– e, por fim, da restrição ou até proibição do acesso dos voluntários que colaboram com essas instituições para prevenir contágios, assim como aos familiares dos utentes no caso de lares de idosos e casas de acolhimento.

O Banco Alimentar explica que, “em termos práticos, a Rede de Emergência Alimentar vai permitir a inscrição das necessidades (pelos próprios, familiares, amigos ou quaisquer outros) numa plataforma informática, o encaminhamento para um ponto de entrega de alimentos próximo da sua residência (IPSS ou autarquia que faça a acreditação/referenciação), e será mobilizadora de um corpo de voluntários.”

De referir que os voluntários, devidamente protegidos, realizarão em horário e local definidos o transporte das refeições confecionadas ou dos produtos para os pontos de entrega ou para as residências das pessoas carenciadas mais fragilizadas, reduzindo o número de pessoas em circulação, mas garantindo o abastecimento e envolvendo as estruturas já existentes e canais já montados.

 

PARA MAIS INFORMAÇÕES, POR FAVOR, CONTACTAR rede.emergencia.alimentar@bancoalimentar.pt