Corte 3 mil azinheiras em Monforte é “mais um exemplo de ameaça aos montados de azinho”, diz a Quercus

Abate de azinheiras em Monforte

No final do mês de fevereiro a Guarda Nacional Republicana detetou o corte e poda ilegal de 3 mil azinheiras no concelho de Monforte, no distrito de Évora.

Esta semana, a Quercus veio a público exigir que “sejam apuradas responsabilidades sobre a poda e corte ilegal de azinheiras”.

Considera a Associação ambientalista que este é “mais um exemplo de ameaça aos montados de azinho”, pelo que já solicitou ao Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR, “para fiscalizar com regularidade no sentido de impedir a continuação do corte de azinheiras, assim com das podas abusivas”. A Quercus solicitou ainda esclarecimentos sobre “o local e motivos destas ações as quais vão degradar o estado sanitário do montado, entre as ZPE – Zona de Proteção Especial para as aves selvagens de Veiros e ZPE de Monforte.”

A Quercus refere que “tem existido alguns abusos em podas de azinheiras e sobreiros, quando o trabalho é efetuado à troca da lenha, sendo que estas situações frequentemente provocam corte de troncos de grandes dimensões a favor do prestador de serviços agroflorestais interessado no negócio de lenha, mas que prejudicam a prazo, o estado sanitário do montado e portanto a sua longevidade.”

Assim, a Quercus exige que “sejam apuradas responsabilidades sobre a poda e corte ilegal de azinheiras, relembrando que fica proibida a alteração do uso do solo durante 25 anos, o estabelecimento de quaisquer novas atividades, designadamente agrícolas, industriais ou turísticas, conforme legislação aplicável.”

Espera a Quercus que “seja efetuado o levantamento cartográfico deste corte ilegal e que o SEPNA da GNR e o ICNF acompanhem esta ação, no sentido, de serem evitados mais danos sobre este montado de azinho tão relevante para a conservação da natureza e biodiversidade.”