A Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC) vai associar-se à iniciativa internacional “COP30 Bike Ride”, uma estafeta ciclista que percorre vários países até à realização da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), agendada para o final do ano em Belém do Pará, no Brasil.
A passagem pelo território português está prevista entre 28 de setembro e 1 de outubro. O percurso entrará por Badajoz e seguirá pelas Ecopistas do Alentejo Central, em particular a Ecopista de Reguengos e a Ecopista de Mora, com paragens nos municípios de Borba, Évora, Montemor-o-Novo e Vendas Novas. Depois, a caravana seguirá para Benavente, Loures e Lisboa, onde os ciclistas terminarão na Praça do Comércio, no dia 1 de outubro.
Criada em 2023, a “COP Bike Ride” nasceu como movimento de cidadania ativa, envolvendo grupos locais ao longo do trajeto. Em Portugal, a organização conta com o apoio do Pacto Climático Europeu, da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta e de parceiros locais e nacionais, sob coordenação da Ecomood Portugal.
O objetivo passa por entregar um conjunto de dez propostas para cidades mais verdes e resilientes. Entre as medidas propostas estão a redução do tráfego automóvel, a criação de redes cicláveis integradas com transportes públicos, a instalação de estacionamentos seguros em escolas e espaços públicos, o incentivo à utilização de bicicletas de carga na logística urbana e o desenvolvimento de programas de formação para utilizadores. Os municípios que recebem a estafeta comprometem-se a implementar pelo menos três destas medidas até 2030, com monitorização pública dos progressos.
Durante a sua passagem pelo Alentejo Central, a iniciativa vai promover ações de proximidade com a comunidade, nomeadamente escolas, associações e operadores locais, abordando temas como segurança rodoviária, ligação ao transporte público e soluções de mobilidade sustentável.
Para a CIMAC, esta participação reforça os compromissos regionais no âmbito do Pacto Climático Europeu, com foco na mobilidade ativa, saúde pública e responsabilidade ambiental, apontando à neutralidade carbónica até 2050.



















