Contrato de construção do troço Freixo-Alandroal da Ferrovia foi assinado hoje. Conheça o que vai ser construído

Linha Ferroviária

A Infraestruturas de Portugal procedeu hoje, dia 8 de abril, à assinatura do contrato com a MOTA-ENGIL, Engenharia e Construção, S.A., para a construção do novo troço ferroviário entre Freixo e Alandroal, que integrará o futuro Corredor Internacional Sul.

Um investimento de 74,5 milhões de euros desenvolvido no âmbito do Programa Ferrovia 2020, que contempla a construção de um subtroço com 20,5 quilómetros da nova Linha de Évora, envolvendo, entre outros, os seguintes trabalhos:

– Construção de infraestrutura de via-férrea, incluindo terraplenagem, sistema de drenagem

– Criação de uma estação técnica   

– Construção de 9 novas Pontes e viadutos ferroviários:

    Ponte de São Bento – 168 metros de extensão

    Ponte do Calado – 310 metros de extensão

    Ponte da Seca – 148 metros de extensão

    Ponte de Lucefece – 664 metros de extensão

    Ponte das Gordesas – 512 metros de extensão

    Viaduto do Barranco dos Pegões – 512 metros de extensão

    Viaduto do Barranco dos Galvões – 310 metros de extensão

    Viaduto da Retorta – 404 metros de extensão

    Viaduto dos Penedrais – 614 metros de extensão

– Construção de 16 Obras de Arte para a criação de desnivelamentos rodoviários

– Execução de caminhos paralelos e caminhos de acesso e emergência contiguo

– Vedação do Canal Ferroviário

– Trabalhos preparatórios para a colocação de sistemas de Retorno de Corrente de Tração e Terras de Proteção (RCT+TP), telecomunicações, catenária e sinalização.

O novo troço da Linha de Évora, constituído pelos troços Évora Norte/Freixo, Freixo/Alandroal e Alandroal/ Linha do Leste, terá uma extensão total de cerca de 100 quilómetros, 80 dos quais de construção nova, em via única Electrificada (25 kV-50 Hz) sobre plataforma para via dupla, balastrada com carril UIC60 e travessa de betão polivalente (preparada para receber a bitola europeia).

O presente contrato será objecto de apoio da União Europeia através do programa Connecting Europe Facility (CEF), ao abrigo de contratos de cofinanciamento com comparticipações que variam entre 40 e 50%.