Os custos de construção de habitação nova aumentaram 4,5% em outubro de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
A evolução resulta sobretudo do aumento da mão de obra e tem impacto direto nas obras públicas e privadas no Alentejo, região onde vários municípios mantêm investimentos em habitação e reabilitação.
Mão de obra continua a pressionar preços
A mão de obra registou uma subida de 8,3% em termos homólogos, representando o principal contributo para a variação total. Os materiais cresceram 1,3%, mantendo a mesma taxa do mês anterior.
Os dados do INE indicam que a mão de obra contribuiu com 3,8 pontos percentuais para a variação total, enquanto os materiais representaram 0,7 pontos percentuais.
Materiais apresentam evoluções distintas
Entre os materiais com maior influência positiva no índice estão os vidros e espelhos, com uma subida próxima de 25%. O betão pronto, os móveis de cozinha e os artigos sanitários aumentaram cerca de 5%.
Em sentido oposto, registaram-se descidas de aproximadamente 5% nos produtos cerâmicos e nos pré-fabricados de betão.
Variação mensal desacelera
A variação em cadeia do índice foi de 0,3%, uma desaceleração face aos 0,7% registados em setembro. Os materiais desceram 0,2%, enquanto a mão de obra aumentou 0,8%.
Impacto no Alentejo
A evolução dos custos mantém pressão sobre projetos municipais de construção e reabilitação no Alentejo, sobretudo nos programas de habitação acessível e nas obras previstas para 2026.
O aumento da mão de obra, associado à escassez de trabalhadores especializados na região, continua a influenciar prazos e orçamentos das autarquias e do setor privado.


















