A Confraria do Boneco de Estremoz inaugurou este sábado, 18 de outubro, a sua nova sede, instalada no Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho, em Estremoz. O momento marcou o início de uma nova fase para a instituição, que tem vindo a afirmar-se como uma das principais promotoras do património cultural e imaterial da cidade.
O Grão-Mestre da Confraria, Alexandre Correia, sublinhou que este é um passo decisivo para o futuro da organização. «A inauguração da nossa sede é um marco muito importante e fundamental para a continuação das atividades que temos desenvolvido. Escolhemos este espaço porque tem uma ligação direta à história do Boneco de Estremoz», afirmou.
O responsável recordou que o edifício onde a Confraria passa agora a funcionar foi inaugurado pelo Professor Joaquim Vermelho, precisamente com o objetivo de «promover, salvaguardar e valorizar» a produção cerâmica local. «Esta casa foi, durante muitos anos, a oficina dos irmãos Ginja. Mais tarde, esteve sem atividade. Agora volta a ter vida com a Confraria e com o Boneco de Estremoz», explicou.
Espaço para a valorização e encontro das confrarias
A nova sede permite à Confraria organizar melhor o seu trabalho interno e criar condições para receber outras entidades. «O espaço permite-nos guardar o material expositivo que levamos para os eventos de artesanato e património, organizar o arquivo, a contabilidade e toda a parte administrativa. Mas também nos possibilita receber outras confrarias e visitantes», adiantou Alexandre Correia.
O Grão-Mestre defende que a Confraria passa agora a dispor de um local digno para representar o movimento confrádico de Estremoz. «Temos um espaço que nos permite dar continuidade ao trabalho que temos feito e proporcionar condições para que outras confrarias venham conhecer Estremoz e o nosso património», referiu.
Promoção nacional e internacional do Boneco de Estremoz
Criada em dezembro de 2022, a Confraria do Boneco de Estremoz tem desenvolvido uma atividade intensa de promoção cultural. «Em apenas dois anos percorremos o país de norte a sul, participando nos mais conceituados eventos de artesanato e património. Organizámos também o Mercado do Património Cultural Imaterial, considerado por especialistas um dos cinco melhores eventos do país», destacou o Grão-Mestre.
Com a abertura da nova sede, a Confraria quer reforçar o trabalho de divulgação do Boneco de Estremoz e apostar em novos desafios. «A nova sede dá-nos mais consistência, organização e capacidade de planeamento. Agora queremos ir além-fronteiras. Já recebemos alguns convites e propostas, e no momento certo daremos esse passo», acrescentou.
Salvaguarda de uma tradição centenária
O Boneco de Estremoz é uma expressão artesanal com mais de três séculos de história. A 7 de dezembro de 2017, a sua produção foi inscrita na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, distinção que reforçou a importância de proteger e valorizar esta tradição.
A Confraria, através da nova sede, pretende contribuir para essa missão. «Foi precisamente para isso que fundámos a Confraria: valorizar, promover e salvaguardar o Boneco de Estremoz. Estar no Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho é simbólico e justo, porque é aqui que está guardada uma parte essencial da história desta arte», concluiu Alexandre Correia.



















