A confiança dos consumidores voltou a diminuir em setembro, prolongando a descida registada em agosto, enquanto o indicador de clima económico também recuou no último mês, segundo os dados divulgados esta terça-feira, 29 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com os Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores relativos a setembro de 2026, a redução da confiança das famílias ocorreu depois de três meses consecutivos de crescimento.
O INE explica que a evolução resulta de uma avaliação menos favorável das perspetivas sobre a situação económica do país e sobre a situação financeira dos agregados familiares, bem como das opiniões relativas à evolução passada das finanças das famílias. Em sentido contrário, as expectativas sobre a realização de compras importantes nos próximos meses deram um contributo positivo ao indicador.
Expectativas sobre preços voltam a aumentar
Os dados mostram ainda que as apreciações dos consumidores sobre a evolução passada dos preços diminuíram nos últimos cinco meses, depois de, em abril, terem registado o maior aumento desde maio de 2008.
Já as expectativas relativamente à evolução futura dos preços aumentaram em agosto e setembro, invertendo a trajetória de descida observada entre abril e julho.
Do lado das empresas, o indicador de clima económico diminuiu em setembro, depois do aumento registado no mês anterior, embora a evolução tenha sido diferente entre os vários setores de atividade.
A confiança aumentou na indústria transformadora e nos serviços, enquanto diminuiu no comércio e na construção e obras públicas.
Na indústria transformadora, a subida esteve relacionada com as apreciações relativas aos stocks de produtos acabados e, sobretudo, com as perspetivas de produção. Nos serviços, o indicador aumentou pelo segundo mês consecutivo, refletindo a avaliação da atividade das empresas e da evolução da carteira de encomendas.
Comércio e construção registam descida
No comércio, a confiança diminuiu pelo terceiro mês consecutivo, ainda que de forma ligeira em setembro. Segundo o INE, esta evolução esteve associada às apreciações sobre o volume de stocks e sobre o volume de vendas.
Na construção e obras públicas, o indicador também recuou em setembro, depois de ter aumentado em julho e agosto. A evolução resultou das perspetivas relativas ao emprego e das apreciações sobre a carteira de encomendas.
Os empresários antecipam igualmente aumentos dos preços de venda em todos os setores analisados. A subida das expectativas foi mais acentuada na indústria transformadora, serviços e comércio e mais moderada na construção.
Os inquéritos realizados em setembro reuniram 1.199 respostas de consumidores. Entre as empresas, foram obtidas 1.234 respostas no comércio, 649 na construção, 1.400 na indústria e 1.373 nos serviços.
Os dados divulgados pelo INE têm âmbito nacional e o documento não apresenta uma desagregação regional que permita analisar separadamente a evolução dos indicadores no Alentejo.
















