O espetáculo “O Espírito – La danse du jour”, que o Projecto Ruínas, de Montemor-o-Novo (Évora), apresenta, este mês, no Porto, convida o público a testemunhar “uma festa aristocrata num palácio a poucos minutos de uma revolução”.
Com conceção e encenação de Francisco Campos, divulgou hoje a companhia alentejana, a produção teatral em que a dança é protagonista tem uma apresentação única no Porto, no dia 15 deste mês, às 21:30, na Casa das Artes.
“É um espetáculo de comédia absurda em que o público é contagiado pelo ritmo, pela música, pelos corpos em cena, pela irrealidade das narrativas e é seduzido a embarcar numa viagem hipnótica, intensa e ao vivo através dos séculos em que o veículo é um bailado contínuo”, realçou a companhia.
Segundo o Projecto Ruínas, a peça, com a duração de uma hora, “acompanha um grupo de nobres numa maratona de dança baseada nas coreografias que Luis XIV impunha à corte como etiqueta”.
“O Rei Sol [como era apelidado Luis XIV] organizava festas nas quais os nobres tinham de dançar coreografias complexas e desgastantes, exaustivamente ensaiadas, às vezes com pouco tempo e com alterações de última hora”, assinalou.
Allena Svoboda, Catarina Caetano, Leonor Keil, Francisco Campos e Paulo Quedas são os atores que ‘dão vida’ às personagens de “O Espírito – La danse du jour”, que tem produção de Catarina Caetano e Inês Abrunhosa.
O Projecto Ruínas, de acordo com informação disponibilizada pela própria companhia, foi fundado em 2000 por um grupo de artistas de diferentes disciplinas e, ao longo destas duas décadas de existência, já produziu mais de 40 espetáculos.
Estreada em outubro do ano passado, a produção é financiada pelo Ministério da Cultura, através da Direção-Geral das Artes (DGArtes), e pela Câmara de Montemor-o-Novo e conta com o apoio de outras estruturas artísticas e de uma empresa.

















