Os preços dos combustíveis deverão voltar a descer na próxima segunda-feira, 5 de outubro, com uma redução prevista de 3 cêntimos por litro no gasóleo e de 3,5 cêntimos na gasolina. As estimativas divulgadas pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) dizem respeito à semana de 5 a 11 de outubro.
Se estas descidas forem aplicadas por inteiro, um abastecimento de 50 litros custará menos 1,50 euros no caso do gasóleo e menos 1,75 euros no da gasolina.
Quanto poderão custar o gasóleo e a gasolina?
Segundo os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o preço médio do gasóleo situa-se esta sexta-feira, 2 de outubro, nos 2,180 euros por litro, enquanto o da gasolina está nos 2,096 euros.
Com as reduções previstas, os preços médios poderão evoluir da seguinte forma:
| Combustível | Preço médio a 2 de outubro | Descida prevista por litro | Preço médio previsto |
|---|---|---|---|
| Gasóleo | 2,180 € | 3 cêntimos | 2,150 € |
| Gasolina | 2,096 € | 3,5 cêntimos | 2,061 € |
Estes valores são médias e os preços praticados podem variar entre postos de abastecimento.
Um abastecimento de 50 litros de gasóleo passaria de 109 euros para 107,50 euros. Na gasolina, a mesma quantidade passaria de 104,80 euros para 103,05 euros. Estes cálculos têm por base os preços médios indicados e pressupõem a confirmação integral das descidas.
Previsões ainda dependem do fecho dos mercados
As estimativas têm por base as cotações das matérias-primas no fecho dos mercados de quinta-feira, 1 de outubro. A evolução do petróleo e dos combustíveis até ao final desta sexta-feira poderá alterar as descidas previstas.
Além disso, cada operador define os preços que pratica, pelo que a redução poderá ser diferente consoante o posto escolhido.
Medidas do Governo para responder à subida dos combustíveis
A evolução dos preços ocorre num contexto de instabilidade dos mercados energéticos associado ao conflito no Médio Oriente. Para reduzir o impacto nas famílias e nas empresas, o Governo tem aplicado descontos extraordinários e temporários no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP).
O executivo aprovou também, em julho, uma proposta de autorização legislativa para criar uma Contribuição de Solidariedade Temporária sobre o Setor Petrolífero. A proposta prevê uma taxa de 33% sobre a parcela dos resultados de 2026 que exceda em mais de 20% a média dos lucros de 2024 e 2025 das empresas dos setores do petróleo bruto e da refinação.
















