Segunda-feira, Outubro 3, 2022
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Clube de natação em Évora vive situação “insustentável” devido ao preço do gás

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O clube de natação Aminata, de Évora, enfrenta uma situação financeira “insustentável”, devido ao “aumento exponencial” dos custos com o gás, e, sem apoios, corre “o risco de encerrar”, avisou o presidente da instituição.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Aminata Évora Clube de Natação, Daniel Galvoeira, afirmou que a instituição corre “o risco de encerrar” portas, no máximo, dentro de dois meses, caso não exista a “transferência de verbas e apoios”.

“É praticamente insustentável, com a mesma estrutura de preços e ainda com a redução de 22% da atividade face existente no período pré-covid-19, manter o clube em funcionamento sem apoios”, sublinhou o responsável.

Segundo o presidente do Aminata, nas instalações do clube, durante os meses de inverno, são consumidos mensalmente cerca de 75 mil quilowatts de gás, pelo que o aumento do preço da energia tem “um enorme impacto” na tesouraria da instituição.

“Inicialmente, a pandemia de covid-19 e, depois, com a guerra, dispararam os preços do gás”, comentou, adiantando que o clube pagou, em junho do ano passado, “2,4 cêntimos por quilowatt (kW)” e que, agora, o custo está nos “14,7 cêntimos” por kW.

Daniel Galvoeira assinalou que, mesmo nos meses de inverno, a fatura “normalmente nunca excedia os cinco mil euros” mensais, referindo que, com a subida dos preços, o clube alentejano já tem contas para pagar que “rondam os 11 mil e os 12 mil euros”.

“É mais do dobro do que se verificou nos anos transatos”, observou.

Para compensar, os valores cobrados aos utentes vão aumentar no valor de 1,5 euros, a partir de maio, revelou o presidente do clube, admitindo, contudo, que esta mexida nos preços “não tem praticamente expressão” face à subida dos preços do gás.

“Para que o aumento pudesse cobrir todos os custos, teríamos que ter seis ou sete euros de aumento da mensalidade, o que é incomportável para a maioria ou mesmo a totalidade dos nossos utentes”, realçou.

Advertindo que tardam os apoios, quer da câmara, quer do Governo, o dirigente do Aminata indicou que o clube até pode beneficiar do programa destinado aos grandes consumidores de gás natural, mas vincou que esta ajuda “ainda não saiu do papel”.

Já a Câmara de Évora, acrescentou, ainda não transferiu para o clube as verbas relativas ao contrato programa para financiamento das atividades desportivas, por não ter ainda em vigor o orçamento municipal para este ano.

“Também ainda não saiu do papel” o programa municipal de apoio à requalificação e reabilitação das infraestruturas dos clubes desportivos, com conta uma dotação anual de 500 mil euros, recordou o responsável

Em relação a este apoio, de acordo com o presidente do Aminata, o clube pretende apresentar candidatura para o financiamento de obras executadas já este ano, as quais envolveram um investimento superior a 20 mil euros.

Contudo, acrescentou, o clube não prevê realizar mais investimentos nas suas instalações, devido às dificuldades de tesouraria.

Com 19 funcionários e cerca de 800 utentes por mês, o Aminata, fundado em 1982, tem piscina própria e atualmente tem equipas de polo aquático, natação artística e natação pura, além de outras modalidades terapêuticas, de natação competitiva e de lazer.

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