A associação GARE apresentou uma proposta ao Conselho Municipal de Segurança de Évora para fixar a circulação rodoviária em 30km/h nas zonas urbanas da cidade.
Segundo a presidente da associação, Filomena Araújo, em declarações a’ODigital.pt, esta medida surge no plano de ação da Década de Ação para a Segurança Rodoviária 2021-2030, onde já estava estipulado que «os estado-membros adeririam a esta solução».
Assim, Évora pode torna-se pioneira em Portugal a implementar esta iniciativa, já que «em Portugal tem se vindo a implementar com alguma lentidão».
Sendo uma cidade integrada na Rede Internacional de Cidades Educadoras, a presidente vincou que «tem uma obrigação como as suas parceiras de tomar a iniciativa», abrindo a possibilidade de «ser um repto para todas as outras».
Desta forma, e com a medida a ser votada no dia 27 de janeiro no Conselho Municipal de Segurança, a proposta segue para as mãos do executivo eborense como «recomendação», que Filomena espera «que seja acatada e que se venha a implementar».
A presidente destacou que «é bom que isto se comece a pôr em prática no nosso país», já que «estamos a verificar que o número de atropelamentos nas zonas urbanas está a aumentar, com consequências nefastas, nomeadamente para o grupo etário das crianças e para os idosos».
Com estes dados, a associação entendeu que devia «agir» e começar por Évora, que tem «um limite nalgumas artérias, mas não há uma uniformidade, o que não faz sentido».
«Zona urbana é zona urbana e deve estar a 30 km/h, com todas as vantagens que isso tem em termos de segurança e do ponto de vista ambiental», acrescentou, dizendo que esta medida vai «obrigar a que os municípios e estabeleçam algumas orientações nas suas vias de circulação».



















