O programa para a Cidade do Vinho 2025 foi esta quarta-feira apresentado, no Convento de São Paulo, em plena Serra d’Ossa.
Um programa que pretende «explorar as identidades e particularidades» da região, assim como dar «provas de criatividade, apontando para o reforço da sensibilidade para a cultura e tradições do vinho, mobilização e envolvimento da comunidade e consolidação dos vínculos com a região e com todos os territórios vitivinícolas portugueses»
Para Pedro Beato, vice-presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, no seu discurso, esta poderá ser a oportunidade para «afirmar definitivamente que o Alentejo é território de vinho e de enoturismo».
Isto, numa perspetiva de «continuar a crescer», já quem «em agosto fomos a região do país que percentualmente mais cresceu no mercado interno, 10,3%», baseando-se em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Já os autarcas, também nos respetivos discursos, destacaram o trabalho articulado dos cinco municípios e ainda o papel dos produtores.
João Grilo, presidente da Câmara Municipal de Alandroal, referiu que «esta aventura faz com que tenhamos de nos sentir todos bastante felizes pelos resultados alcançados», assim como «bastante esperançosos no futuro desta ação».
Afirmou ainda que se trata de «celebrar um ativo económico e cultural importantíssimo do território» e que esta iniciativa «é uma extraordinária oportunidade para mostrarmos tudo o que temos nos nossos territórios, que é muito».
«Temos a obrigação de trabalhar na esfera mais acima e encontrar um conjunto de desígnios comuns para chegarmos todos mais longe e chegarmos todos com mais força onde é necessário», sublinhou ainda.
Já António Anselmo, presidente da Câmara Municipal de Borba, vincou que a “sua” cidade já tinha concorrido a capital do vinho, mas «perdeu»: «Cheguei à conclusão de que isoladamente não somos nada».
Mesmo que tenham sido os cinco autarcas a conseguir esta distinção, o edil borbense não individualizou, porque «o importante é que conseguimos» e que «ganhamos todos com a promoção da região».
António Anselmo frisou também que «contamos com todos, mas principalmente com os produtores», já que «sem produtores não há vinho».
Por sua vez, José Sádio, presidente da Câmara Municipal de Estremoz, atirou que esta iniciativa é um «exemplo» de que «quando estamos focados naquilo que é o bem comum, o interesse de todos, nada nos vai deter» e que «é necessário trabalharmos em união e em rede».
«Aquilo que fizemos foi mobilizar, motivar e envolver também os nossos produtores naquilo que foi a construção deste programa», complementou o edil.
Disse ainda que «estamos seguros de que este trabalho de parceria com os nossos produtores é a única chave para o sucesso que será seguramente esta cidade do vinho».
O presidente da Câmara Municipal de Redondo, David Galego, destacou que a relação dos cinco municípios «tem-nos permitido criar projetos, modificar o território».
Sublinhou que a “Cidade do Vinho 2025” se trata de um «justo reconhecimento daqueles todos que todos os dias fazem com que este território seja reconhecido como um território de vinhos e que o nosso património seja rico».
«São milhares de hectares de vinha, são milhões de hectolitros de vinho produzidos, são centenas de produtores neste local e há também inúmeros postos de trabalho, diretos e indiretos, criados e mantidos nesta importante área de atividade económica», explanou ainda.
O autarca afirmou também que «tem de se promover» o setor, porque «o vinho é património, é cultura, é partilha, é emoção, é paixão, são momentos únicos e experiências marcantes».
Inácio Esperança, presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, vincou a «honra» em ser capital do vinho enquanto calipolense, mas também «é uma honra para qualquer alentejano representar no país e no mundo este produto que é um produto de excelência».
«O vinho e a vinha fazem parte do nosso modo de vida, que é o mundo rural, quer queiramos quer não. Estamos agarrados a esta atividade», complementou.
Disse ainda que a importância deste setor «vê-se em tudo o que gravita à sua volta», pois «deve ser, para esta microrregião, a pedra de toque daquilo que queremos para as nossas populações e para as nossas pessoas».
Em relação ao turismo, o edil atirou que «queremos que quando bebam um copo de vinho do Alentejo se lembrem não só das paisagens que viram e das pessoas com quem estiveram, mas de uma atividade que é essencial ao Alentejo e ao país e que devemos preservar».
De seguida, fique com a foto-reportagem, de Hugo Calado, da apresentação do programa “Cidade do Vinho 2025”

































































































