InícioÚltimasCerca de 6.200 vítimas...

Cerca de 6.200 vítimas de violência doméstica têm teleassistência

Cerca de 6.200 vítimas de violência doméstica têm atualmente teleassistência, conhecida como ‘botão de pânico’, indicou a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), que em 2026 assume a responsabilidade plena pelo sistema.

“Informa-se que se encontram no sistema de teleassistência cerca de 6.200 vítimas de violência doméstica”, adiantou em 16 de dezembro, em resposta à Lusa, fonte oficial da DGRSP.

A proteção por teleassistência, também conhecida como ‘botão de pânico’, é dada às vítimas por decisão do Ministério Público ou do tribunal e deve ser acionada em caso de perigo ou aproximação do agressor.

Em 04 de janeiro de 2025, a responsabilidade pelos sistemas técnicos de proteção por teleassistência das vítimas de violência doméstica passou da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) para a DGRSP.

Até 31 de dezembro, decorre um período de transição durante o qual, segundo a portaria do Governo que determinou a transferência, a CIG presta “o apoio técnico necessário à DGRSP, com vista a garantir a continuidade do funcionamento dos meios técnicos de teleassistência”.

Questionada em 16 de dezembro pela Lusa sobre se tem condições para assegurar a partir de 01 de janeiro o funcionamento pleno do sistema, a DGRSP confirmou estar “a trabalhar com a CIG” para assumir essa responsabilidade “no início do ano de 2026” e precisou que “o serviço será prestado, nos moldes até agora seguidos, em regime de parceria”.

Em 24 de dezembro, foi publicada em Diário da República uma resolução do Conselho de Ministros que autoriza a DGRSP a gastar até um máximo global de cerca de sete milhões de euros na aquisição, de 2026 a 2028, de serviços de teleassistência a vítimas de violência doméstica.

A despesa, comparticipada em quase 50% por fundos europeus, é justificada com a caducidade em 31 de dezembro de 2025 do atual contrato de prestação de serviços de teleassistência e a necessidade de a proteção às vítimas não ser interrompida.

Segundo o Ministério da Justiça, a medida de proteção por teleassistência, que tem 15 anos, “tornou-se uma das medidas judiciais de utilização mais recorrente para garantir a proteção das vítimas”.

Em 2024 estiveram ativas “mais de 5.000 medidas de teleassistência, em simultâneo”.

Mais notícias

Redondo: PJ detém homem por tentativa de homicídio em contexto de violência doméstica

A Polícia Judiciária deteve, no Redondo, distrito de Évora, um homem de 27 anos,...

OCDE alerta para práticas laborais que podem travar salários e mudanças de emprego em Portugal

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) alerta para práticas no mercado...

Violência doméstica: Mulher em prisão preventiva por maus-tratos aos filhos em Évora

Uma mulher, de 52 anos, foi detida e ficou em prisão preventiva por suspeitas...

Novo regime pode levar centros de inspeção a concelhos de baixa densidade

O Governo aprovou um novo regime para os centros de inspeção automóvel que pode...

Parlamento manifesta pesar pela morte do antigo deputado do PS Francisco Fonenga

A Assembleia da República aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar apresentado pelo...

Municípios insistem em período transitório para novas regras de pagamento de compromissos

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) reiterou hoje o pedido de um período...

Da mudança de Macau à alopecia: Marta Correia estreia o VÄLIDO Talks no ODigital.pt

O Jornal ODigital.pt estreia esta semana uma nova parceria editorial com o podcast VÄLIDO...

Violência doméstica: Homem indiciado de três crimes contra ex-mulher em Ponte de Sor

Um homem de 36 anos está indiciado por violência doméstica e dois crimes de...

Conselho Superior da Magistratura alerta que falta de juízes e funcionários compromete funcionamento dos tribunais

A falta de juízes e oficiais de justiça está a condicionar o funcionamento da...