O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, defendeu este domingo, em Évora, a necessidade de redesenhar o modelo de governação da instituição, assumindo como prioridade a afirmação do Alentejo no próximo ciclo europeu e na política de coesão.
Na reunião extraordinária do Conselho Regional, que marcou a tomada de posse dos vice-presidentes do Conselho Diretivo, Ricardo Pinheiro afirmou que «hoje, a partir deste momento, temos o enorme desafio de redesenhar um modelo de governação» que possa afirmar-se como exemplo de cultura organizacional no território.
Novo ciclo assente na cultura institucional
O presidente da CCDR Alentejo identificou como tema central deste novo mandato a construção de uma cultura institucional inspirada na identidade regional. «Existe Alentejo», afirmou, sublinhando que a região «é tão forte na sua identidade, na sua história e na sua geografia» que essa dimensão deve servir de referência ao novo ciclo que agora se inicia.
Para Ricardo Pinheiro, este momento coincide com «a entrada em cena de uma nova figura das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional» e com a negociação do próximo Quadro Financeiro Plurianual e da futura política de coesão.
Defendeu, por isso, que o novo ciclo deve fundar-se «na cultura organizacional do trabalho entre alentejanos» e no exemplo histórico da região, apelando à lealdade e à coesão interna no modelo agora iniciado.
Ambição europeia e captação de investimento
Ricardo Pinheiro sustentou que o Alentejo está alinhado com os objetivos estratégicos da União Europeia, nomeadamente na transição energética e na economia hipocarbónica.
«O Alentejo afirma-se hoje como uma das regiões que mais se enquadra nos desafios da política europeia», declarou, apontando Sines como exemplo de transformação industrial e de oportunidade nas áreas da digitalização, dos centros de dados e da energia.
O presidente da CCDR defendeu ainda a necessidade de reforçar a valorização dos recursos humanos e a qualificação, considerando que «temos uma oportunidade enorme de valorizar os que cá estão» e de atrair mais pessoas para o território.
Resposta às alterações climáticas e levantamento de danos
No seu discurso, Ricardo Pinheiro abordou igualmente os impactos recentes das alterações climáticas, defendendo a realização de um levantamento rigoroso dos danos verificados em vários concelhos.
«É preciso que se faça urgentemente um levantamento daquilo que são os danos», afirmou, acrescentando que os recursos são limitados e que a resposta deve ser «assertiva e próxima das pessoas».
O presidente da CCDR Alentejo manifestou ainda lealdade ao novo modelo institucional e aos vice-presidentes agora empossados, considerando que o trabalho em equipa será determinante para afirmar o «sentimento de transformação» que pretende imprimir à instituição.
A reunião do Conselho Regional marcou o arranque formal deste novo ciclo na CCDR Alentejo, num momento que coincide com a preparação do próximo quadro europeu e com a definição de prioridades estratégicas para a região.


















