Domingo, Setembro 25, 2022
Pub

CCDR Alentejo e ADRAL assinaram manifesto que quer melhores conexões Lisboa-Madrid

- Publicidade -
- Publicidade -

Setenta entidades e 28 mil pessoas de Portugal e Espanha já subscreveram um manifesto de um grupo de empresas que reclama a criação e dinamização de infraestruturas que melhorem as conexões entre as capitais dos dois países.

“Temos 70 assinaturas” de instituições como “câmaras municipais, universidades, escolas e ordens profissionais” e o objetivo é “chegar às 200”, revelou hoje o diretor-geral do Corredor Sudoeste Ibérico, Antonio García Salas.

Segundo o responsável por este grupo luso-espanhol de empresas, o manifesto conta igualmente com “28 mil” subscrições de “particulares”, estando a meta fixada, neste caso, nas “50 mil” assinaturas.

O objetivo é entregar o manifesto aos governos dos dois países e à Comissão Europa”, adiantou.

António Garcia Salas falava aos jornalistas, em Évora, no final da assinatura do manifesto de apoio ao Corredor Sudoeste Ibérico pelos presidentes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, António Ceia da Silva, e da Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL), José Calixto.

Este corredor não é só o comboio. É um entendimento do território como um espaço de fluxos e conexões”, sublinhou, assinalando que o grupo tem propostas para “infraestruturas ferroviárias, rodoviárias, digitais, energéticas e ambientais”.

O responsável indicou que uma das reivindicações é “conectar já este ano Lisboa a Madrid pelas linhas [ferroviárias] que existem”, nomeadamente, em Portugal, através da Linha do Leste, que liga Abrantes à fronteira do Caia, em Elvas.

Pretendemos que o comboio que atualmente faz Madrid – Badajoz continue até Lisboa. Isso é possível, é relativamente económico e era um impulso muito grande para que se visualize a mudança que pode haver”, assinalou António García Salas.

A conclusão, até 2023, da eletrificação da Linha do Leste e da ligação entre Mérida e Puertollano e, até 2025, de toda ferrovia entre Lisboa e Madrid e a entrada em serviço do corredor misto de alta velocidade entre Sines e as duas capitais são outras das reclamações.

Nas declarações aos jornalistas, o presidente da CCDR do Alentejo, António Ceia da Silva, afirmou que a entidade está “sempre ao lado” de instituições que “lutem por projetos no Alentejo”, porque estará “ao lado do desenvolvimento”.

Já o presidente da ADRAL, José Calixto, realçou que o grupo empresarial fez “uma planificação bastante estruturada” e considerou que as suas propostas “são investimentos fundamentais para o desenvolvimento” do Alentejo e da Extremadura espanhola.

Portugal tem em curso as obras de construção de quatro troços que vão integrar o futuro Corredor Internacional Sul, criado no âmbito do Programa de Investimentos na Expansão e Modernização da Rede Ferroviária Nacional “Ferrovia 2020”.

Segundo a IP, o Corredor Internacional Sul pretende reduzir o tempo de trajeto, em consequência da utilização de comboios de tração elétrica entre Sines e Caia, e “aumentar a eficiência e atratividade” do transporte ferroviário de mercadorias, ao permitir a circulação de comboios de mercadorias com 750 metros de comprimento.

Fique de seguida com as imagens desta cerimónia de assinatura do manifesto, numa reportagem de Hugo Calado:

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

As mais vistas

Mais notícias

Motociclista de 57 anos morre em despiste no concelho de Arronches

Um homem de 57 anos morreu hoje na sequência do despiste do motociclo que conduzia na Estrada Municipal 516 no concelho de Arronches, no...

Montemor-o-Novo: Mês de outubro dedicado ao empreendedorismo

Sessões para empresários, ‘workshops’ e visitas a empresas são algumas das atividades previstas na iniciativa “Mês do empreendedorismo: Empreender, desenvolver e inovar em Montemor-o-Novo”,...