O Celeiro da Cultura, em Borba, recebe até ao final de março a exposição itinerante “Casas no Alentejo”, uma iniciativa da Secção Regional do Alentejo da Ordem dos Arquitectos (OASRALT) que pretende valorizar a arquitetura residencial da região.
A mostra apresenta uma seleção de habitações unifamiliares consideradas exemplares, evidenciando o trabalho dos arquitetos e promovendo a reflexão sobre a qualidade arquitetónica no território.
A inauguração decorreu domingo e contou com a presença de representantes da OASRALT, incluindo Cláudia Gaspar, presidente da Secção Regional do Alentejo da Ordem dos Arquitectos, e António Anselmo, presidente da Câmara Municipal de Borba.
Para o autarca, a presença da exposição na cidade é motivo de grande satisfação. «Temos aqui obras fantásticas, algumas delas premiadas, e para mim é um orgulho muito grande que Borba possa mostrar aos seus habitantes e a todos os visitantes o trabalho belíssimo que os arquitetos fazem em prol da construção deste país», afirmou. António Anselmo destacou ainda a importância do investimento na cultura, sublinhando que «tudo o que seja gastar dinheiro em cultura e apoio à cultura é fundamental».
Mais do que uma simples mostra de projetos habitacionais, “Casas no Alentejo” pretende sensibilizar o público para a importância da arquitetura no dia a dia. «A arquitetura está diretamente ligada à qualidade de vida dentro das nossas casas, dos nossos espaços e das nossas cidades», sublinha Cláudia Gaspar, presidente da OASRALT.
A responsável defende que o papel do arquiteto vai muito além da componente estética. «A diferença entre uma simples construção e um projeto arquitetónico bem elaborado passa por aspetos como a escolha dos materiais, a qualidade do espaço, a iluminação e a sua integração no meio envolvente», explicou.
A exposição conta com o apoio de várias autarquias alentejanas, permitindo a sua itinerância e o acesso a diferentes públicos. «Felizmente, muitos dos 47 municípios da região que representamos apoiam-nos ativamente, não só nesta exposição e nas publicações que temos lançado, mas também no Prémio de Arquitetura Regional, que terá agora a sua segunda edição», revelou Cláudia Gaspar.
A OASRALT tem procurado garantir uma distribuição equitativa das mostras pelo território, promovendo a descentralização da cultura arquitetónica. «Valorizamos, em primeiro lugar, os municípios que nos têm apoiado em iniciativas como esta, seja através da exposição, de prémios ou de projetos de requalificação do edificado», acrescentou.
A próxima localização da exposição ainda não está definida, mas há já manifestações de interesse. «A Câmara Municipal de Odemira foi a primeira a mostrar vontade em acolher a exposição. Ainda não posso garantir que será a próxima paragem, mas está na fila de espera», referiu Cláudia Gaspar.
Para além do público em geral, a iniciativa tem também um propósito educativo, procurando envolver a comunidade escolar. «Gostaríamos muito que as escolas visitassem a exposição. A noção de casa e abrigo é facilmente compreendida pelos mais novos, mas também queremos que os alunos mais velhos, das áreas das artes e engenharia, tenham contacto com as técnicas construtivas, os materiais e as questões de sustentabilidade presentes na arquitetura», frisou a presidente da OASRALT.
A exposição “Casas no Alentejo” permanece no Celeiro da Cultura, em Borba, até ao dia 31 de março. Até lá, os visitantes têm a oportunidade de conhecer projetos de habitação que marcam o panorama arquitetónico do Alentejo e refletir sobre a importância do planeamento e da qualidade do espaço construído.










































